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Igreja de Nossa Senhora da Guia, incluindo os azulejos e a talha dourada - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Guia, incluindo os azulejos e a talha dourada

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Guia (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Ponte de Lima / Arca e Ponte de Lima

Endereço / Local

Avenida 5 de Outubro
Ponte de Lima

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja de Nossa Senhora da Guia teve origem na confraria com a mesma invocação, que integrava mercadores e clérigos, e que foi instituída na muito remota ermida de São Vicente Mártir, entre o final de Quinhentos e o início do século XVII. O crescimento da confraria conduziu a que, no segundo quartel de Seiscentos, os irmãos sentissem a necessidade de construir uma igreja mais ampla, facto ainda mais imperioso pela ruína que se apoderava da antiga ermida, motivada pela proximidade do rio. Foi assim que, com a aquisição, em 1628, à Misericórdia, do chão e das pedras pertencentes ao antigo Hospital dos Gafos, teve início a construção da igreja de Nossa Senhora da Guia. Cerca de um século mais tarde, em 1746, o templo foi objecto de nova campanha de obras, acrescentando-se então a galilé e a casa anexa. Ao nível das campanhas decorativas, é possível distinguir uma primeira fase de azulejaria de padrão seiscentista, outra de talha proto-barroco, e outra ainda de talha e trabalhos de estuque de influências neoclássicas.
A igreja desenvolve-se numa planta longitudinal, com galilé, nave única e capela-mor, encontrando-se do lado direito a sacristia, a casa paroquial e a torre sineira, de planta quadrada.
A galilé é aberta em três lados, por arcos de volta perfeita. No alçado principal, com pilastras nos cunhais, exibe ainda uma janela oval e é rematado por nicho central com a imagem de Nossa Senhora da Guia, enquadrada por volutas e fogaréus. O portal, de verga recta, com pilastras e fogaréus, é ladeado por duas janelas.
O interior contrasta vivamente com a depuração do exterior, conjugando a qualidade reflectora do azulejo com a talha dourada e os trabalhos de estuque. A nave e a capela-mor são percorridas por um silhar de azulejos de padrão polícromo, identificado por Santos Simões, no âmbito do corpus da azulejaria portuguesa como o P-605, limitado pelo friso F-6 (SIMÕES, 1971, p. 21).
A talha proto-barroca extravasa já o âmbito dos retábulos, estendendo-se, ainda que de modo relativamente contido, às sanefas sobre as janelas de iluminação do templo e ao arco triunfal. Na nave, para além dos dois altares, coexistem ainda dois púlpitos e o coro-alto. Por sua vez, a capela-mor, coberta por abóbada de caixotões pintados, exibe também retábulo de talha dourada.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Azulejaria em Portugal no século XVII

Local

Lisboa

Data

1971

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Anais Municipais de Ponte de Lima

Local

Ponte de Lima

Data

1977

Autor(es)

LEMOS, Miguel Roque dos Reis, REIS, António Matos