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Pelourinho de Monchique - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Monchique

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Monchique(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Monchique / Monchique

Endereço / Local

- -
Monchique

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Do pelourinho de Monchique, presumivelmente construído após a elevação da povoação a vila, ocorrida a 16 de Janeiro de 1773 (e que significou a autonomização do seu território relativamente a Silves), restam dois fragmentos que revelam a história atribulada por que passou este monumento, antigo símbolo da municipalidade local durante toda a época moderna e tão mal tratado nos últimos séculos.
O local escolhido para implantar este monumento terá sido o largo fronteiro à Misericórdia, principal espaço público da vila setecentista, então em provável expansão urbana para este sector do actual centro histórico. Aqui terá permanecido até cerca de 1820 (informação que, contudo, não pode ser documentalmente documentada), sendo certo que, em 1842, no Código das Posturas da Câmara, já não se faz qualquer menção ao monumento, crendo-se, por isso, que já então tivesse sido deslocado ou desmantelado.
A primeira notícia moderna do pelourinho foi produzida por António Gascon, em 1955. Nela se refere que, do monumento, apenas restavam dois fragmentos, um a servir de pavimento da oficina de ferrador de Manuel Palma, na Rua do Porto Fundo, nº11, e o outro na antiga cadeia, depois de ter permanecido durante muitos anos num muro diante da Ponte da Portela, de onde foi retirado em 1929. De acordo com a descrição de GASCON, 1955, p.173, o fragmento nº1 era monolítico e tinha "base cúbica de acantos arredondados, de 0,50m de altura, prolongando-se para o alto em fuste prismático octogonal de 1,10m de altura". No topo desta secção, existia um espigão de ferro, de aproximadamente 20cm, destinado a fazer a junção com o coroamento da peça ou, como é mais provável, com uma segunda secção do fuste (fragmento nº2).
Depois da identificação de Gascon, a verdade é que não se verificaram esforços para re-monumentalizar o pelourinho e, nas últimas décadas, acentuou-se a sua fragmentação e desagregação. Em 1961, durante obras no espaço comercial Estrela de Ouro, a base e fuste que se encontravam no solo da oficina foi partida, por ser demasiado grande, ficando os fragmentos do já fragmentado monumento dispersos pelo actual pavimento.
Na viragem para a década de 90, houve finalmente a intenção do executivo municipal em deslocar o fragmento nº2 da antiga cadeira para o átrio dos Paços do Concelho, onde actualmente se encontra. Trata-se de uma parcela do fuste, de seis faces e que, ligando-se presumivelmente ao anterior fragmento, deveria contabilizar cerca de 3m de altura (MALAFAIA, 1997, p.472). Infelizmente, nada mais se sabe a respeito desta obra, desconhecendo-se a tipologia do seu coroamento, a forma de implantação no local e, mesmo, a cronologia exacta em que foi edificada.
PAF

Bibliografia

Título

Subsídios para a monografia de Monchique

Local

Portimão

Data

1955

Autor(es)

GASCON, José António Guerreiro

Título

Memória histórica e etnográfica do concelho de Monchique

Local

Monchique

Data

1990

Autor(es)

SAMPAIO, José Rosa

Título

Monchique. Apontamento monográfico

Local

Portimão

Data

1982

Autor(es)

SAMPAIO, José Rosa

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde