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Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Chaves - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Chaves

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Chaves / Igreja Paroquial de Chaves / Igreja de Santa Maria Maior (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Chaves / Santa Maria Maior

Endereço / Local

Praça de Camões
Chaves

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Durante o período romano, Chaves era um dos mais importantes núcleos urbanos da península, havendo notícia de que, à época das invasões suevas no noroeste transmontano, a cidade era sede de um bispado cristão. No entanto, o templo primitivo teria sido praticamente arrasado, e na época da ocupação árabe, a diocese foi extinta e o templo designado sede de paróquia.
As primeiras referências documentais à igreja de Santa Maria Maior surgem nas Inquirições Afonsinas de 1259 (CARNEIRO, 1977, p. 12). O templo românico terá sido construído possivelmente no século XII, sobre as fundações da época visigótica. Da estrutura medieval subsistem ainda a torre sineira e o seu portal.
No reinado de D. João III foi feita uma grande reforma edificativa, que integrou na estrutura românica das fachadas dois magníficos portais renascentistas.
Os dois apresentam uma estrutura semelhante, de linhas sóbrias inspiradas na tratadística italiana, em que um arco de volta perfeita se rasga ladeado por colunelos e inserido num frontão de remate triangular. O portal lateral, atribuído ao pedreiro-escultor João Noblé (SERRÃO, 1998, p. 75), destaca-se pela decoração repleta de motivos de grutesco , possuindo esculpidos no extradorso do arco os bustos de São Pedro e São Paulo.
O espaço interior conserva a primitiva estrutura medieval, dividindo-se em três naves marcadas por robustos pilares, cobertas por tecto de madeira edificado no século XIX, uma vez que originalmente a cobertura era feita por abóbadas de canhão.
Antecedendo a capela-mor, dispõem-se duas capelas. À direita a Capela do Santíssimo, edificada no século XVI e reconstruída em meados de Setecentos, com tecto abobadado rematado por lanternim. No espaço fronteiro, a capela é dedicada a Santa Maria, atrás da qual se situa a sacristia.
A capela-mor terá sido reedificada já na segunda metade do século XVI, cerca de 1561, a expensas do licenciado Domingos Gonçalves. Abrindo com um arco triunfal ogival encimado por painel de azulejos, alusivo à Assunção de Maria, é coberta por abóbada polinervada, apoiada em mísulas.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

As mais belas igrejas de Portugal, vol. I

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

GIL, Júlio

Título

André de Padilha e a pintura quinhentista: entre o Minho e a Galiza

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

A alma de um povo

Local

Chaves

Data

1993

Autor(es)

VERDELHO, Pedro

Título

A Igreja de Santa Maria Maior de Chaves

Local

Chaves

Data

1979

Autor(es)

CARNEIRO, Francisco Gonçalves

Título

História da Arte em Chaves - O Românico

Local

Chaves

Data

2011

Autor(es)

BRÁS, Júlio Alves