
Atalaia Magra - detalhe
Designação
Designação
Atalaia Magra
Outras Designações / Pesquisas
Atalaia da Cabeça Magra
Monumento da Atalaia Magra / Atalaia Magra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia
Arquitectura Militar / Torre
Inventário Temático
-
Localização
Divisão Administrativa
Beja / Moura / Moura (Santo Agostinho e São João Baptista) e Santo Amador
Endereço / Local
- no Monte da Atalaia
Moura
Proteção
Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)
ZEP
-
Zona "non aedificandi"
-
Abrangido em ZEP ou ZP
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Abrangido por outra classificação
-
Património Mundial
-
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Atalaia de Cabeça Magra é a única sobrevivente das quatro torres de vigia que formavam a linha defensiva da zona raiana da Contenda, composta pelas regiões alentejanas de Moura, Aroche e Encinasola. O aproveitamento de lugares estratégicos, elevados e com boa visibilidade, terá implicado a localização da Atalaia Magra sobre um antigo castro da Idade do Ferro, levantado numa colina isolada sobre uma linha de água, local que já sofrera ocupação romana, e que permite comunicação visual com o castelo e as restantes atalaias. A torre estaria rodeada por um recinto muralhado, do qual restam alguns vestígios. É de planta circular, alta e estreita, com cerca de quatro metros de diâmetro por doze de altura, proporção que parece justificar a denominação de Atalaia Magra. A mais de um metro do chão rasga-se um portal gótico em arco ogival, ao qual se acederia por escada de madeira removível, de forma a tornar o acesso mais restrito. Os muros, em aparelho de alvenaria miúda, ruíram em boa parte do lado oeste da torre. Na parte que resta, a pouca distância do topo, vêem-se ainda três pequenas janelas quadrangulares. No interior existiam dois pisos, sendo o inferior coberto por abóbada de pedra, e o superior certamente por tecto de madeira, hoje desaparecido. O acesso aos andares faz-se por escada de pedra, em caracol.
Funcionando em conjunto com o baluarte do Castelo de Moura, a Torre da Atalaia Magra assegurava a defesa das populações contra as investidas castelhanas, aspecto particularmente importante numa região fronteiriça, e ao longo dos conturbados séculos XIII, XIV e XV, quando este sistema militar terá desempenhado papal de maior relevo. A construção desta atalaia, edificada juntamente com as torres da Atalaia da Cabeça Gorda, de Porto Mourão e de Alvarinho, data provavelmente do século XIII, sendo de notar que em 1290 D. Dinis ordenou justamente a remodelação do Castelo de Moura, construindo-se nesta data a sua Torre de Menagem. Ao contrário da Atalaia Magra, as atalaias de Porto Mourão, da Cabeça Gorda e de Alvarinho eram de planta quadrangular.
Todo o conjunto defensivo se insere numa região de paisagem diversificada, com planícies e zonas montanhosas, onde se desenvolve hoje uma Reserva natural, habitat de uma importante população de veados, entre muitos exemplares de fauna e flora local, constituindo usufruto comunitário das populações desde há séculos. SML
Bibliografia
Título
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses
Local
Lisboa
Data
1948
Autor(es)
ALMEIDA, João de
Título
Monografia arqueológica do concelho de Moura
Local
-
Data
-
Autor(es)
LIMA, José Fragoso de