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Casas das Gelosias - detalhe

Designação

Designação

Casas das Gelosias

Outras Designações

Casas dos Crivos

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto Urbano

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Braga / Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto)

Endereço / Local

Rua de São Marcos
Braga

Número de Polícia: 37-41

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 516/71, DG, I Série, n.º 274, de 22-11-1971 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Exemplar único de uma tipologia habitacional muito comum em Braga nos séculos XVII e XVIII, a Casa das Gelosias, ou dos Crivos, situa-se na Rua de São Marcos, uma das artérias mandadas abrir durante a reforma urbanística encetada pelo bispo D. Diogo de Sousa na primeira metade do século XVI.
A casa desenvolve-se numa planimetria rectangular simples, que se destaca pela verticalidade, num aproveitamento da área reduzida onde se insere. Dividido em três registos, o edifício apresenta fachadas diferenciadas.
A fachada principal apresenta no primeiro piso três portas, com portadas de madeira separadas por pilares. O segundo e terceiro pisos são revestidos por rótulas, ou gelosias, que se tornaram o elemento mais emblemático da casa.
A tipologia destas janelas era utilizada no século XVII em muitas casas bracarenses, para obrigar os seus habitantes a um "recato absoluto", traduzindo-se como "um testemunho vivo da religiosidade conservadora de Braga" (MENDES, Fernando, 1994,p.75).
A fachada posterior possui, no primeiro piso uma porta de moldura rectangular e uma janela, no segundo, outra porta rectangular, e no terceiro quatro janelas de guilhotina.
O interior da casa divide-se também em três pisos, que corresponderiam na época da construção ao espaço da loja ou armazém, no piso térreo, e aos espaços habitacionais, nos pisos superiores.
Em 1971 a casa foi classificada como "Casas das Gelosias", num indício de que possivelmente o edifício estaria, à época, dividido estruturalmente por vários proprietários. A Câmara Municipal de Braga comprou o edifício em 1980, e até 1984 decorreram obras de recuperação e transformação do interior do mesmo para a instalação de um espaço museológico. Foi então inaugurado, nesse ano, no espaço da Casa das Gelosias o Museu de História da Imagem de Braga, albergando salas de exposições temporárias e um pequeno auditório.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Imagens

Bibliografia

Título

"Guia de Braga turístico e histórico"

Local

Braga

Data

1994

Autor(es)

MENDES, Fernando

Título

"Braga - roteiro histórico e monumental"

Local

Braga

Data

1998

Autor(es)

COSTA, Luís