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Pelourinho de Chacim - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Chacim

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Chacim (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Macedo de Cavaleiros / Chacim

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Chacim

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Ainda no século XIII, D. Nuno Martins de Chacim, mordomo-mor de D. Dinis, consegue para Chacim o título de vila. No reinado de D. João I, em 1400, o seu nobre senhor, D. Fernando Mendes Cogominho, ter-lhe-à outorgado primeiro foral. O concelho recebe foral novo de D. Manuel, não datado, mas que se pode situar em torno de 1514. O concelho foi extinto no século XIX, e integrado em Macedo de Cavaleiros. Conserva ainda um antigo pelourinho, erguido no largo fronteiro à igreja matriz da freguesia.
O pelourinho assenta em plataforma de três degraus quadrangulares, de aresta, com muitos sinais de desgaste. A coluna é oitavada, com base de secção idêntica, ritmada por quatro pequenas peças em cunha em faces alternadas, e rematada por anel rebordante. O fuste é ornamentado, nas mesmas faces alternadas, com séries verticais de rosetas. É composto por dois tambores, sendo o inferior de maior altura. Remata em troço de secção idêntica à da coluna, liso, mas cingido por um cordão. O capitel é composto por uma peça semelhante, de onde se projectam quatro braços em cruz, ao modo de "cachorros", no alinhamento das faces decoradas do fuste. Os braços, de secção quadrangular, são mediados por rosetas, e terminam em perfil contracurvado, com um florão em cada topo. São prolongados por hastes de ferro recurvadas. Sobre esta peça assenta finalmente o remate, constituído por um bloco alto, de secção quadrangular, decorado com as armas régias, uma figura feminina, e as armas dos Sampaios. É encimado por uma pequena peça terminal cilíndrica. Possui ainda a data de 1759.
Dificilmente este seria um pelourinho setecentista, apesar da datação. De facto, o conjunto é tipicamente manuelino, na particular declinação bragançana , de acordo com Luís Chaves (CHAVES, Luís, 1938). Assim, a data incisa respeitará a uma intervenção no monumento, talvez respeitante à colocação do bloco armoriado, que é claramente mais tardio. A figura feminina tem sido interpretada como representando Nossa Senhora de Balsemão, provável alusão a uma famosa lenda local.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CHAVES, Luís