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Sepulturas escavadas na rocha em Malpartida - detalhe

Designação

Designação

Sepulturas escavadas na rocha em Malpartida

Outras Designações / Pesquisas

Necrópole de sepulturas escavadas na rocha em Malpartida
Nave do Moiro / Necrópole de sepulturas escavadas na rocha em Malpartida(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Sepultura

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Almeida / Malpartida e Vale de Coelha

Endereço / Local

-- --
Malpartida

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A "Necrópole de sepulturas escavadas na rocha em Malpartida" encontra-se implantada numa área de amplos afloramentos rochosos, nas proximidades da rib.ª das Alvercas, junto à localidade que lhe deu nome. Mas a designação pela qual será mais popularmente conhecida - "Nave do Moiro" - evidenciará, no fundo, bastante do imaginário popular que sempre envolveu estas estruturas e a sua recorrente conotação à presença islâmica em solo português.
O arqueossítio em epígrafe é constituído por trinta e sete sepulturas escavadas na rocha. Destas, apenas oito não são antropomórficas, encontrando-se destituídas de zona destinada à deposição da cabeça do inumado. Distribuídos ao longo de uma área relativamente extensa, os túmulos parecem ter sido agrupados consoante as suas características morfológicas, maioritariamente rectangulares e ligeiramente ovaladas na cabeceira e ampliada na zona superior, medindo entre aproximadamente dois metros de comprimento e os setenta centímetros de largura.
Embora subsista na agenda de discussões da comunidade científica nacional, a atribuição cronológica das, geralmente, designadas por "sepulturas antropomórficas" tem sido ultimamente enquadrada entre os séculos VI/VII e o século XI, altura em que começaram em entrar em desuso, apesar de algumas permanências registadas até ao dealbar de trezentos. Não obstante, ainda são alguns os autores que persistem em balizar certos exemplares, como no caso em epígrafe, no âmbito genérico da "Proto-história" do Noroeste peninsular, posteriormente envoltas nas tradicionais interpretações populares, como reflexo indirecto de um processo de cristianização aprofundado durante a medievalidade do actual território português. E, neste caso concreto, as sepulturas integrarão a tipologia mais recente os sepulcros antropomórficos específicos dos meados do século IX, se aceitarmos que os mais antigos se reportarão aos não antropomórficos, nos quais se enquadrarão os oito acima mencionados (vide supra), sendo, assim, possível falar de uma estação arqueológica balizada em dois momentos cronológicos reflectidos na estruturação dos seus elementos constituintes. Haverá, em todo o caso, que sublinhar que toda esta polémica decorrerá, antes de mais, da ausência de um contexto estratigráfico e de espólio associado, independentemente das suas causas.
De facto, apesar de já serem conhecidas sepulturas revestidas destas características no Sul do país, a realidade do terreno confirmará uma certa tendência para a sua concentração no Norte peninsular, a maioria das vezes perfazendo verdadeiras necrópoles, mesmo quando constituídas por apenas dois ou três sepulcros, possivelmente correspondentes a uma mesma comunidade, ou, até mesmo, a núcleos familiares mais abrangentes.
[AMartins]

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