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Capela da Santa Luzia - detalhe

Designação

Designação

Capela da Santa Luzia

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Santa Luzia(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Trancoso / Trancoso (São Pedro e Santa Maria) e Souto Maior

Endereço / Local

- -
Trancoso

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 39 175, DG, I Série, n.º 77, de 17-04-1953 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 29-10-1955, publicada no DG, II Série, n.º 285, de 10-12-1955 (sem restrições) (ZEP da Capela e Muralhas de rancoso, do Pelourinho de rancoso e da Capela de Santa Luzia)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A capela de Santa Luzia é uma igreja tardo-românica, construída no período de transição estilística para a arte gótica, datável do século XIII. Em 1320 já consta do Catálogo de todas as igrejas existentes no reino, documento onde aparece taxada em 40 libras e, mais importante, onde é identificada como igreja paroquial.
É um monumento de pequenas proporções, composto por nave única rectangular, à qual se justapõe capela-mor quadrangular, mais baixa e estreita que o corpo. O aspecto geral inscreve-se perfeitamente nas derradeiras obras românicas do interior Norte do país, zona de mais fracos recursos económicos e onde os templos erguidos nos séculos XII a XIV adquirem, genericamente, uma feição modesta, dominando os alçados escassamente fenestrados e os portais sumariamente decorados.
A fachada principal é de pano único e definida em dois registos. Evidencia já a renovação arquitectónica efectuada na época moderna, em particular ao nível da abertura axial do andar superior, que é quadrangular, certamente em substituição de uma apertada fresta original. O portal é em arco de volta perfeita, também já não medieval. Na fachada lateral Sul conserva-se uma entrada em arco apontado, dobrado, a sugerir arquivoltas que nunca receberam decoração, nem sequer colunas ou capitéis. No exterior, os únicos motivos decorados são os modilhões que suportam a cornija de base ao telhado nas faces laterais da capela-mor, ornamentados com composições de índole ainda românica, com algumas sequências zoomórficas e antropomórficas. No interior, o arco triunfal é apontado e possui moldura exterior decorada com motivos enxaquetados e largas impostas ornamentadas com elementos geométricos.
Em 1619 existe a referência a obras, datando dessa altura as alterações na fachada principal. No século seguinte, o templo chegou a ser sede de reitoria do lugar de Cogula, mas, em 1782, encontrava-se já arruinado, carecendo de obras urgentes. Elas nunca chegaram e, um século depois, o telhado ruiu integralmente, o que motivou, finalmente, uma campanha restauradora. A estabilização do edifício ocorreu apenas no século XX, concretamente a partir de 1959, ano em que a DGEMN iniciou um vasto programa de restauro do conjunto. Uma segunda campanha ocorreu em 1978, por iniciativa da autarquia, sendo esta última fase responsável pelo aspecto geral actual do templo.
PAF

Imagens