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Castelo de Castelo Melhor - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Castelo Melhor

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Castelo Melhor (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Vila Nova de Foz Côa / Castelo Melhor

Endereço / Local

-- -
Castelo Melhor

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 336/2011, DR, 2.ª Série, n.º 27, de 8-02-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 5-07-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 12-11-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 25-09-2008 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O castelo de Castelo Melhor é um dos melhores exemplos de fortaleza medieval secundária, erguida numa das zonas mais periféricas dos reinos peninsulares. A obra original é leonesa e remonta aos inícios do século XIII, altura a que corresponde uma intensa fortificação da linha de Riba-Côa, zona constantemente disputada pelos monarcas português e castelhano. Foi neste contexto que Afonso VII, em 1209 ou 1210, mandou construir a fortaleza, dando-lhe simultaneamente foral, numa tentativa de consolidação populacional e militar, que se veio a revelar de relativa importância nos dois séculos seguintes.
Menos de um século depois, com o Tratado de Alcanices (1297), Castelo Melhor passou para a coroa portuguesa, integrando, a partir daí, a raia nacional. D. Dinis, como prova de afirmação do novo espaço, empreendeu obras e dotou a vila de um novo quadro administrativo, mas a verdade é que Castelo Melhor não cessou de desempenhar um papel secundário e periférico, mesmo na linha de reforço militar de Riba-Côa.
Deste estatuto menor dão conta as obras patrocinadas por D. Dinis. Apesar das transformações e ruínas posteriores, que impossibilitam uma melhor análise das obras góticas, elas ter-se-ão limitado à reformulação do "sistema de entrada do castelo, cuja porta passou a estar enquadrada por dois torreões de planta quadrangular" (BARROCA, 2000, p.224), solução muito frequente nos castelos dionisinos, pelo impacto cenográfico e pelo símbolo de autoridade régia que transmitiam. Paralelamente, manteve a estrutura geral do perímetro muralhado, com uma cerca de planta genericamente circular e um só torreão adossado, "voltado ao povoado, protegendo a única vertente por onde o acesso era possível" (IDEM, p.224). A 12 de Junho de 1298, D. Dinis confirmou os foros concedidos por Afonso IX, evitando, assim, qualquer mudança brusca no sistema de vivência e de organização dos homens vinculados à vila, mas não parece sequer ter dotado o castelo de uma torre de menagem (IDEM, p.224).
A história posterior do Castelo de Castelo Melhor é a de uma progressiva decadência. No final do século XIV, no contexto da guerra peninsular empreendida por D. Fernando, há notícias de o conjunto ter sido objecto de algumas beneficiações, certamente tendo em conta a posição estratégica face à linha de fronteira. Na centúria seguinte, com a associação de algumas das mais importantes famílias nobres às alcaidarias dos castelos, a fortaleza passou para a posse dos Cabral, estirpe que detinha também a alcaidaria de Belmonte (GOMES, 1996, p.57). Mas se, em Belmonte, esta família construiu o seu paço, em Castelo Melhor, a ter existido, nada parece ter restado.
Durante a época moderna, a povoação passou a ser sede de condado (1584) e, posteriormente, a cabeça de marquesado (1766), estatutos de prestígio que pouco tiveram que ver com a relevância do seu velho castelo. Integrado no concelho de Almendra (também ele extinto em 1855), Castelo Melhor chegou aos nossos dias como uma das nossas mais impressionantes ruínas medievais de carácter militar. À margem das grandes intervenções restauracionistas da primeira metade do século XX, constitui um dos poucos castelos não adulterados pelas vagas de restauro e um dos que poderá trazer mais informação acerca da Baixa Idade Média, assim se efectuem escavações arqueológicas direccionadas para este período.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Por terras do concelho de Foz Côa. Subsídios para a sua história, estudo e inventário do seu património

Local

Vila Nova de Foz Côa

Data

1999

Autor(es)

TRABULO, António A. Rodrigues, COIXÃO, António do Nascimento Sá

Título

Aspectos da evolução da arquitectura militar da Beira Interior, Beira Interior - História e Património, pp.215-238

Local

Guarda

Data

2000

Autor(es)

BARROCA, Mário Jorge

Título

Castelos da Raia Vol. I: Beira, 2ªed.

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

GOMES, Rita Costa

Título

Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico

Local

Coimbra

Data

2010

Autor(es)

CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos

Título

O projecto: o castelo de Castelo Melhor - Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda - investigação arqueológica e estudo de conservação / recuperação, Beira Interior. História e Património, pp.287-300

Local

Guarda

Data

2000

Autor(es)

MATHIAS, Michael