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Quinta do Bairro (conjunto edificado e zona envolvente), também denominada «Quinta dos Sousas Chichorros», «Quinta dos Chichorros» ou «Quinta dos Condes de São Martinho», que se compõe de habitação principal, capela, zona rural e (...) - detalhe

Designação

Designação

Quinta do Bairro (conjunto edificado e zona envolvente), também denominada «Quinta dos Sousas Chichorros», «Quinta dos Chichorros» ou «Quinta dos Condes de São Martinho», que se compõe de habitação principal, capela, zona rural e (...)

Outras Designações / Pesquisas

(...) e casas agrícolas, parque e pomar / Quinta do Bairro / Quinta dos Sousas Chichorros / Quinta dos Chichorros / Quinta dos Condes de São Martinho(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Alenquer / Abrigada e Cabanas de Torres

Endereço / Local

E.M. 518, ao km 2,500, entre Canados e Senhora da Graça
Bairro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As informações referentes à Quinta do Bairro não são muito numerosas, mas os dados divulgados pelos autores que se têm debruçado sobre esta propriedade, fazem recuar a sua origem ao tempo de D. Dinis (MELO, GUAPO, MARTINS, 1984, p. 59). Todavia, só em meados o século XVI voltam a surgir elementos referentes à quinta, nomeadamente a identificação do seu proprietário, Manuel de Sousa Chichorro e sua mulher (HENRIQUES, 1873), ambos fazendo parte a confraria do Espírito Santo (REGO, 1968). Um novo hiato documental é quebrado pelo Padre Carvalho da Costa, no inicio do século XVIII, ao nomear Ascenço de Sequeira como proprietário da quinta, que se mantinha na posse da mesma família, e assim continuaria (HENRIQUES, 1873).
A edificação que hoje conhecemos remonta, muito possivelmente, ao século XVII, não tendo sido identificados, até à data, vestígios de construções anteriores. A depuração caracteriza todo o conjunto arquitectónico, estruturado em função de um pátio interno, para onde se abre a fachada principal do edifício habitacional, e as restantes dependências agrícolas. Acede-se a este pátio através do portão de verga recta, aberto no muro de prolongamento da casa. Só o seu coroamento recortado apresenta algum dinamismo, enquadrando a pedra de armas da família - escudo partido dos Siqueiras e Sousas do Prado, correspondendo este último ao título de Conde de São Martinho (MELO, GUAPO, MARTINS, 1984, p.60). Uma vez que o título foi criado por D. Miguel, em carta de 3 de Março de 1829, tendo sido primeiro conde Ascenço de Siqueira Freire (1766-1833 ) (Canedo, Santos, Castro, 1993, vol. I, p. 271), cremos que a pedra de armas somente terá sido colocada nesta época.
O edifício principal, de planta rectangular, desenvolve-se em três pisos, abertos por uma série de vãos não simétricos, de dimensões e desenho variado. A entrada principal, com alpendre ao nível do andar nobre, é antecedida por um lanço de escadas recto.
Do conjunto de edifícios, destaca-se a capela, edificada em 1607, e reedificada em 1860, conforme consta no registo sobre o portal. A fachada, em empena, divide-se em três panos, separados por pilastras. Ao centro, um portal de verga recta é flanqueado por janelas rectangulares e encimado por um painel quadrangular, enquadrado por aletas, com os atributos de São Pedro (chave e tiara), a quem a capela é dedicada. A janela superior encontra-se ao nível das outras duas que se abrem nos panos laterais. Estes, exibem uma porta ao nível térreo, e terminam com as sineiras, em arco de volta perfeita, rematadas por pináculos. O interior, de nave única com cobertura de madeira, apresenta coro alto e dois púlpitos, um dos quais era destinado ao proprietário da Quinta. O arco triunfal é encimado por três pinturas representando São José, Senhora dos Anjos e Santa Ana com Nossa Senhora, a que se reúnem as da nave, Sagrada Família e Virgem Mártir, também seiscentistas (MELO, GUAPO, MARTINS, 1984, p.61). O altar-mor, exibe as imagens de São Pedro, Nossa Senhora com o Menino e um Menino Jesus, do século XVII (IDEM).
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

Corografia Portuguesa e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal

Local

Lisboa

Data

1712

Autor(es)

COSTA, Pe. António Carvalho da

Título

A Descendência Portuguesa de El-Rei D. João II

Local

Braga

Data

1993

Autor(es)

CANEDO, Fernando de Castro da Silva, SANTOS, Fernando, CASTRO, Rodrigo Faria de

Título

O concelho de Alenquer - subsídios para um roteiro de arte e etnografia

Local

Alenquer

Data

1989

Autor(es)

MELO, António de Oliveira, GUAPO, António Rodrigues

Título

Alemquer e seu concelho

Local

Lisboa

Data

1914

Autor(es)

HENRIQUES, Guilherme João Carlos