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Igreja Matriz da Azambuja - detalhe

Designação

Designação

Igreja Matriz da Azambuja

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Assunção, matriz da Azambuja / Igreja Paroquial de Azambuja / Igreja de Nossa Senhora da Assunção(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Azambuja / Azambuja

Endereço / Local

Praça do Município
Azambuja

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 516/71, DG, I Série, n.º 274, de 22-11-1971 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 7-04-1970 do Subsecretário de Estado da Administração Escolar
Proposta de 20-03-1970 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE para a classificação como IIP

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primitiva igreja matriz de Azambuja foi edificada no século XIII, centúria durante a qual se consolidou o núcleo populacional da vila, doada em 1200 a D. Rolim por D. Sancho I. Há notícia de que o alcaide-mor Rui Fernandes de Tavares, que em 1272 outorgou o primeiro foral de Azambuja, foi sepultado juntamente com sua mulher na matriz da vila, pelo que o templo estaria já edificado nesta data.
Em meados do século XVI a matriz foi reconstruída; o terramoto de Janeiro de 1531, cuja documentação coetânea afirma ter causado grande destruição e mortes na zona de Azambuja, terá danificado o templo da vila. Em 1535 o Conselho do Estudo Geral do Reino doou 30.000 reais para "se corrigir a capela-mor" da Matriz de Azambuja. O templo edificado obedece à tipologia maneirista, em que a estrutura, tanto exterior como interior, se rege pela sobriedade das linhas construtivas e do programa decorativo.
A fachada principal não apresenta qualquer decoração, denunciando no frontão contracurvado a diferenciação da cércea das naves. A torre sineira foi adossada do lado da Epístola e no registo superior da fachada foram rasgadas janelas de diferentes tamanhos.
Os elementos de maior destaque do espaço exterior são portais de modelo serliano, o principal numa tipologia simples, de moldura rectangular ladeada por pilastras e encimada por frontão triangular, o lateral apresentando um modelo menos comum, em que a porta é encimada por tímpano, ladeada por dois pares de colunas coríntias, sendo o conjunto rematado por frontão triangular. Estes elementos denunciam um pleno conhecimento da arquitectura classicista erudita e dos modelos tratadísticos italianos por parte do autor da obra.
O espaço interior do templo, de planta longitudinal, divide-se em três naves escalonadas, cujos tramos são separados por arcos perfeitos assentes em colunas toscanas. A capela-mor foi modificada em 1678, ostentando ao centro um retábulo barroco de talha dourada. Mantém a cobertura quinhentista, uma abóbada estrelada. As paredes do templo são revestidas por azulejos de padrão seiscentistas, que ostentam dois padrões de escala e decoração diferentes.
Catarina Oliveira

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

Azulejaria Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MECO, José

Título

A Arquitectura - Maneirismo e «estilo chão», História da Arte em Portugal - O Maneirismo

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CORREIA, José Eduardo Horta