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Forte de Nossa Senhora das Salas - detalhe

Designação

Designação

Forte de Nossa Senhora das Salas

Outras Designações / Pesquisas

Forte de Nossa Senhora de Salvas
Forte do Revelim / Forte de Nossa Senhora das Salas / Forte de Nossa Senhora das Salvas / Forte do Revelim(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Sines / Sines

Endereço / Local

-- -
Ribeira de Cima

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Embora esteja ocupada desde o Paleolítico, a povoação de Sines desenvolveu-se durante o período romano, quando se tornou o porto da cidade de Miróbriga. Na realidade, as qualidades geográficas e climatéricas da baía seriam fundamentais para que aí se implantasse uma fábrica de salga de peixe, dando origem à formação de um núcleo urbano no local onde posteriormente foi edificado o castelo da vila (CMSines, 2002, www.mun-sines.pt).
Com o declínio da indústria local, o povoado romano veria decrescer a sua importância na Península Ibérica, e no século V era ocupado pelos Visigodos, que possivelmente aí teriam edificado uma basílica, embora esta hipótese ainda hoje se apresente com muitas reservas (Idem, ibidem.
No século VIII os Árabes conquistaram a vila, embora a ocupação efectiva do núcleo urbano por parte das suas tropas não se tenha verificado; no entanto a marinha de guerra muçulmana manteve a possessão do porto (Idem, ibidem).
Em meados do século XIII Afonso III reconquistou Sines, doando-a à Ordem de Santiago, que constituiu o povoado como sede de comenda. No entanto, a povoação só viria a autonomizar-se em 1362, quando D. Pedro I lhe concedeu o primeiro foral, com a condição de os homens bons da vila edificarem uma fortaleza (Idem, ibidem), o que só viria a acontecer na primeira metade do século XV.
Desde a sua fundação, a vila distinguiu-se sobretudo pelas suas "(...) funções marítimas: piscatória, portuária e defensiva." (idem, ibidem). Se até ao século XVI a defesa da povoação dependeu sobretudo do castelo medieval, a época moderna trouxe a Sines grandes modificações no seu sistema defensivo, à semelhança do que aconteceu um pouco por toda a costa marítima portuguesa.
Na segunda metade do século XVII, durante as Guerras de Restauração, D. João IV mandou edificar na baía, a poente da vila, um forte. Esta iniciativa inseria-se numa política da Coroa Portuguesa, que na época empreendeu um projecto de modernização da defesa costeira visando a remodelação de fortalezas já existentes, através do reforço do seu poder de fogo, e a construção de novas e mais modernas fortalezas, situadas em postos estratégicos.
Assim, o monarca encarregou Alexandre Massai (Idem, ibidem), engenheiro do Reino, de desenhar uma fortaleza em Sines, cuja planimetria é bastante diferente da tipologia poligonal abaluartada utilizada na época. Dedicado a Nossa Senhora das Salvas, ou das Salas, o forte apresenta uma estrutura composta por dois corpos rectangulares adossados. O edifício que alojava a guarnição é coberto por um terraço com parapeito, no qual foram originalmente colocadas as canhoeiras. Interiormente, a fortaleza possui duas salas abobadadas.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

Sines. Terra de Vasco da Gama

Local

Sines

Data

1999

Autor(es)

SOLEDADE, Arnaldo

Título

História - www.mun-sines.pt

Local

Sines

Data

2002

Autor(es)

Câmara Municipal de Sines

Título

Castelo de Sines, exemplar único, in Diário de Notícias, 7 de Maio de 1988

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

CALIXTO, Carlos