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Igreja de São Pedro, incluindo a sacristia, bem como os retábulos de talha e os azulejos que revestem o interior - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Pedro, incluindo a sacristia, bem como os retábulos de talha e os azulejos que revestem o interior

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de São Gonçalo / Igreja de São Pedro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Amarante / Amarante (São Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão

Endereço / Local

Largo de São Pedro
Amarante

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja de São Pedro de Amarante destaca-se na malha urbana não apenas pelo seu relativo isolamento mas, principalmente, pela verticalidade da sua fachada-torre, rematada por coruchéu e pela cruz da teara papal, que evoca o primeiro papa, a quem o templo é dedicado. O portal, de verga recta, é encimado por aletas que integram uma cartela com a teara, enquanto nos remates dos corpos laterais da fachada se exibem as imagens de São Pedro e São Paulo.
Neste mesmo lugar ergueu-se, anteriormente, a capela de São Martinho, propriedade da misericórdia de Amarante. Terá sido destruída para dar lugar ao templo actual, edificado, muito possivelmente no decorrer do século XVII. Na verdade, o tecto de alfarge da sacristia parece ser o seu elemento mais antigo, mas há notícia de um contrato para o douramento dos retábulos colaterais e outros elementos de talha em 1687, ano em que a igreja já estaria concluída.
Em todo o caso, a torre sineira foi levantada bastante mais tarde, datando de 1727. Por sua vez, a capela-mor foi objecto de uma campanha em meados da centúria, com obra de pedraria executada em 1746 pelo mestre António Gomes e retábulo-mor entalhado em 1748 por José de Fonseca e Lima. O douramento da tribuna ocorreu já em 1760 pelos pintores Manuel de Queirós e João Manuel de Sousa.
No interior da igreja, de nave única, merecem especial referência os elementos de talha dourada que, apesar de contidos, extravasam os altares para revestir o arco triunfal, encontrando-se ainda presentes nas sanefas das janelas e púlpitos. O corpo do templo é percorrido por um silhar de azulejos de padrão seiscentista, amarelo e azul, e a abóbada de berço apresenta pinturas de motivos neoclássicos. Já na capela-mor, o tecto apresenta vinte e cinco caixotões e os vãos exibem uma moldura de talha dourada.
(RC)