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Solar do Sarzedo - detalhe

Designação

Designação

Solar do Sarzedo

Outras Designações / Pesquisas

Solar de São Domingos de Sarzedo / Solar do Sarzedo / Solar de São Domingos de Sarzedo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Moimenta da Beira / Sarzedo

Endereço / Local

EN 313, Sarzedo - Armamar, à entrada de Sarzedo
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Solar de São Domingos de Sarzedo, à entrada da povoação, foi mandado construir em 1523, por Domingos Álvares Machado, ouvidor de D. Francisco Coutinho, 4º conde de Marialva. A casa, bem como o vínculo à qual veio a pertencer, permaneceram na posse dos seus descendentes, um dos quais levou a cabo uma vasta remodelação do imóvel, terminada em 1724. A construção é composta por vários corpos, incluindo o da capela, cuja articulação denuncia a evolução das diversas campanhas de obras.
O corpo principal tem fachada (a O.) dividida em dois panos de largura desigual, sendo o primeiro mais estreito, separados por pilastras. No primeiro pano rasga-se o portal principal, apilastrado, com largo lintel ornamentado, encimado por cornija e larga pedra quadrangular embutida, com motivos ilegíveis. Por baixo de uma das janelas do segundo pano existe uma grande cruz pétrea, com calvário. Merecem destaque as molduras corridas sob a cornija que sustenta o beiral, particularmente o friso decorado com molduras intervaladas exibindo pontas de diamante, semelhantes às do lintel da porta. Na fachada S., de dois pisos, existe um balcão com guarda de ferro forjado sobre mísulas volutadas, barrocas. À fachada E. adossam-se vários corpos, incluindo o da cozinha, com escada exterior de acesso ao logradouro, e grande chaminé. Os restantes corpos têm dois e três pisos, sendo que quase todos os vãos possuem molduras simples de cantaria. No piso térreo surgem as dependências destinadas a serviços e arrecadações, em loja.
No interior conservam-se vários elementos arquitectónicos e decorativos interessantes, como sejam a escadaria do átrio principal, com corrimão de volutas e balcão em pedra de estilo barroco, ou os tectos de madeira com caixotões ornamentados, um dos quais exibe a data de 1724, relativa a uma campanha de obras de remodelação do imóvel, num florão central. A cozinha tem soalho lajeado, uma imponente chaminé-lareira apoiada em colunas, e uma larga mesa de pedra.
A capela, da invocação de São Domingos, ergue-se a E. do conjunto, ligada ao corpo anexo por um passadiço assente em arcos. A entrada faz-se através de portal de moldura simples, sob frontão semi-circular interrompido, de feição maneirista. A fachada principal é iluminada por duas janelas rectangulares, rematada por cornija saliente e empena contracurvada, interrompida pela pedra armoriada dos Machados, Nápoles, Ferreiras e Almeidas, e encimada por cruz sobre base volutada, formando conjunto nitidamente barroco. No interior destaca-se o recheio, do qual consta o largo e rico retábulo de talha dourada joanina, com a imagem do padroeiro, e os tectos em caixotões pintados da Capela e Sacristia, com cenas da vida da Virgem e Santos, entre decoração barroca.
A propriedade inclui ainda um pequeno logradouro, com telheiro sobre pilares de pedra, e jardins barrocos, desenvolvendo-se numa sucessão de tanques e canteiros de buxo, para além de vastos terrenos agrícolas.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P. / 09-07-2007