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Marco de Légua (restos em depósito na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira) - detalhe

Designação

Designação

Marco de Légua (restos em depósito na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira)

Outras Designações / Pesquisas

Marco da V Légua / Marco da V Légua(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Marco

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Vila Franca de Xira / Vila Franca de Xira

Endereço / Local

-- em depósito na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 32 973, DG, I Série n.º 175, de 18-08-1943 (classificou como "Um marco de légua cujos restos estão em depósito na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e que deve ser reconstruído no seu primitivo local na mesma estrada, junto da casa do Dr. Clemente dos Santos") (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O que resta do marco que assinalava a Légua V da antiga estrada real, que ligava Lisboa a Santarém, conserva-se no Jardim Municipal Constantino Palha, um dos espaços mais urbanisticamente relevantes da cidade de Vila Franca de Xira, junto ao rio Tejo. Na origem, fazia parte de um conjunto de doze marcos viários, construídos ao longo da estrada por iniciativa de D. Maria I, em 1788.
Desse núcleo, apenas um se conserva in situ (o que assinala a VI Légua e que se localiza no actual território da freguesia de Alverca do Ribatejo), e a maioria desapareceu, em circunstâncias na maior parte dos casos desconhecidas. Uma pequena minoria, como o do Jardim de Vila Franca de Xira, ou o que assinala a IV Légua (hoje no Largo do Mercado de Alverca), conserva-se apenas parcialmente, e deslocado do seu local original.
Desta forma, chegou até aos nossos dias apenas o coroamento, idêntico ao de outros marcos: composto por estrutura piramidal de base quadrada, adelgaçando-se superiormente com quatro arestas vivas nos ângulos e faces côncavas, e terminando em solução octogonal, sobre a qual assenta uma esfera de pedra que integra um relógio de Sol, com numeração romana em filactéria (parcialmente destruída) e originalmente dotado de gnomon de esquadro metálico, entretanto desaparecido.
Em 1943, ano em que passou a desfrutar de protecção legal, já se encontrava parcialmente destruído, encontrando-se em depósito da Câmara Municipal. Em altura incerta, antes disso, havia sido removido do local original, que apenas se conhece ter sido junto à Casa do Sr. Clemente dos Santos, passando para o Jardim ribeirinho na altura em que este foi melhorado urbanisticamente.
Elemento notável do passado do território do actual concelho de Vila Franca de Xira, a sua deslocação do local original acarretou a perda de memória no próprio sítio fundacional, lamentando-se a inexistência de informação nesse local. Em todo o caso, todo este conjunto espera um estudo rigoroso que elenque os poucos vestígios materiais remanescentes e os contextualize no mais vasto panorama viário setecentista de iniciativa real.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Estrada de Lisboa a Santarém. Demarcação, Vida Ribatejana, nº especial dedicado a Vila Franca de Xira

Local

Lisboa

Data

1964

Autor(es)

SARMENTO, Zeferino