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Casa Sommer (incluindo cocheiras) - detalhe

Designação

Designação

Casa Sommer (incluindo cocheiras)

Outras Designações / Pesquisas

Casa Henrique Sommer / Casa Sommer(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril

Endereço / Local

Largo da Assunção
Cascais

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Aviso de 29-09-2005 da CM de Cascais publicado no Boletim Municipal de 16-11-2005
Despacho de 19-09-2005 da Vereadora da Cultura, Educação e Juventude da CM de Cascais a homologar a classificação como de IM
Em 17-09-2004 foi dado conhecimento do despacho à CM de Cascais
Despacho de concordância de 7-09-2004 do presidente do IPPAR, com o consequente arquivamento do procedimento de classificação de âmbito nacional
Proposta de 30-08-2004 da DR de Lisboa para que se considere que o imóvel não tem valor patrimonial para uma classificação de âmbito nacional
Pedido de parecer de 8-10-2003 da CM de Cascais sobre a eventual classificação como de IM
Deliberação de 16-06-2003 da CM de Cascais a determinar o interesse na abertura do procedimento de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Em pleno centro histórico de Cascais, praticamente diante da igreja matriz e numa área amplamente arborizada, a Casa Sommer é um importante exemplo de residência privada plenamente oitocentista - não obstante a sua construção relativamente tardia -, que conjuga simultaneamente tendências românticas e neoclássicas (constituindo estes dois eixos estilísticos os mais relevantes do século XIX internacional). Do ponto de vista local, ela é herdeira de uma dinâmica construtiva privada de grande impacto na vila oitocentista, pontuada por numerosos palacetes de pessoas ligadas à família real e a monarquias estrangeiras.
Desconhecendo-se o arquiteto do projeto original, que deve ter sido delineado pelos finais do século XIX, o edifício apresenta uma planta quase quadrangular (10,24x11,73m), de três pisos sobrepostos, evidenciados exteriormente nas fachadas através de cornijas que formam arquitraves, sendo os registos modulados segundo uma hierarquia funcional: mais pronunciado no rés-do-chão e de menor desenvolvimento o último piso. A sua verticalidade é assumida pela elevação de 2,60m do piso nobre em relação ao logradouro, impondo-se desta forma sobre a praça pública. Esta hierarquia é também materializada ao nível do sistema construtivo, sendo o primeiro andar coberto exteriormente por aparelho rusticado. A fachada principal volta-se a sul, e é antecedida por pórtico retangular, assente sobre pilares nos ângulos, que enquadra a entrada axial e forma a varanda nobre do segundo andar, protegida por balaustrada e voltada para a igreja. As restantes fachadas repetem-se umas às outras, com três vãos harmonicamente abertos nos alçados que reforçam a estrutura quadrangular do conjunto. As paredes são fenestradas por vãos de lintel reto, enquadrados por frontões lisos e curvos (estes aplicados às portas centrais), pilastras caneladas, molduras e tríglifos de inspiração clássica.
Do lado norte, a propriedade integra umas antigas cocheiras, construídas por Francisco António de Magalhães, edifício de dois andares e de planta longitudinal, com acesso por portais de arco abatido.
História
A casa adquiriu o nome de um dos seus proprietários - Henrique Sommer - empresário ligado ao comércio do ferro, ficando contudo conhecido como o pai da indústria cimenteira em Portugal.
Por via sucessória a casa passou para a posse de múltiplos ramos da família Sommer: Champalimaud; Champalimaud Jardim e Ribeiro Teles. A sua última utilização remonta aos primeiros anos da década de oitenta do século XX, tendo servindo como Centro de Cultura e Desporto da Camara Municipal de Cascais, data a partir da qual foi deixada ao abandono. Finalmente, em 2003, o edifício é adquirido pela Camara que propõe a sua conversão em Arquivo de História Local, encontrando-se hoje o projeto, da autoria da arquiteta Paula Santos, em fase de conclusão.
PAF, revisto por Maria Ramalho/DGPC/2015.

Imagens

Bibliografia

Título

Memórias da linha de Cascais

Local

Cascais

Data

1943

Autor(es)

COLAÇO, Branca de Gonta, ARCHER, Maria

Título

Cascais

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

SILVA, Raquel Henriques da

Título

Cascais - Cidades e Vilas de Portugal,

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

SILVA, Raquel Henriques da