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Igreja matriz de Ferreira de Aves - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz de Ferreira de Aves

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santo André, matriz de Ferreira de Aves / Igreja Paroquial de Ferreira de Aves / Igreja de Santo André(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Sátão / Ferreira de Aves

Endereço / Local

- -
Ferreira de Aves

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 44 075, DG, I Série, n.º 281, de 5-12-1961 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja matriz de Ferreira das Aves, de fundação românica, remonta ao tempo em que a povoação foi mandada povoar por D. Henrique e D. Teresa, passando depois para a posse dos Templários. São, no entanto, muito poucos os elementos que restam deste templo primitivo. Em 1573 uma Visitação ordenava a reedificação da capela-mor e, desde então, os visitadores exigiram melhoramentos sucessivos, facto que se deveu, muito possivelmente, ao estado de ruína em que a igreja incorria. Todavia, em 1591 o corpo do templo não se encontrava ainda concluído.
Na segunda metade da centúria seguinte assistiu-se à campanha decorativa responsável pela execução dos retábulos colaterais e pelo da Capela das Almas. Já no século XVIII, o problema da exiguidade da capela-mor, mencionada pelos visitadores quinhentistas, foi finalmente resolvido com a ampliação deste espaço, que beneficiou ainda de novo retábulo-mor, realizado em meados da centúria e dourado na década de 1760.
O templo resultante destas sucessivas intervenções é, essencialmente, maneirista, ainda que integrando elementos românicos do edifício primitivo. A fachada, em empena, é marcada pela abertura, no mesmo eixo, do portal de verga recta encimado por nicho e janela quadrangular, configurando uma solução muito característica da região. Nos alçados laterais, ganha especial interesse a cachorrada românica e, a Sul, o portal em arco de volta perfeita, com duas arquivoltas assentes sobre colunelos de capitéis de motivos geométricos e tímpano com a representação de um animal fantástico. A sineira, à direita, eleva-se acima da linha do telhado, aberta por dois arcos de volta perfeita.
No interior, o espaço da nave é seccionado por colunas de granito com capitéis dóricos, que definem três naves. A decoração é bastante restrita, cingindo-se aos retábulos já referidos e à capela-mor, com retábulo de linguagem rococó e texto de caixotões pintados.
(RC)