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Casa de Valverde - detalhe

Designação

Designação

Casa de Valverde

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Arcos de Valdevez (São Paio) e Giela

Endereço / Local

-- -
Valverde

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Ainda que em menor escala e monumentalidade, a estrutura da Casa de Valderde aproxima-se do modelo arquitectónico seguido na Casa do Requeijo, também situada em Arcos de Valdevez e edificada em meados da centúria de Setecentos. É possível que a de Valderde seja posterior, talvez da segunda metade do século XVIII.
De planta em U, aberto na fachada posterior, é marcada por dois torreões, nas extremidades do alçado principal, ligados através de um corpo mais baixo, de dois andares. A presença das torres, delimitadas por cunhais de cantaria com pináculos, inscreve esta habitação nas denominadas "casa-torre", cujo esquema tem origem numa tipologia medieval, que conheceu grande fortuna no nosso país, mantendo-se, sob diversas variantes, até ao século XVIII (AZEVEDO, 1969). O esquema empregue na Casa de Valverde é um dos mais utilizados, pois permite um desenvolvimento cenográfico da fachada que, neste caso, é acentuado pela escadaria de acesso ao portal principal, situado ao nível do andar nobre.
As torres, de três pisos, são abertas por vãos centrais - uma porta no piso térreo e uma janela de sacada em cada andar superior. Entre o primeiro e o segundo, encontra-se um friso, que se prolonga pelo corpo intermédio e separa os seus dois andares, desenhando uma linha horizontal que quebra a verticalidade conferida pelas torres. A escadaria desenvolve-se paralela à fachada, convergindo no patamar de acesso ao portal, de linhas rectas. Este, é encimado pelo brasão de armas dos primeiros proprietários, apresentando-se esquartelado com os símbolos heráldicos dos Saraiva, Sampaio, Sousa e Meneses. A sua implantação, sobre o portal, segue a tendência da arquitectura desta época, elevando-se acima da linha do telhado, que forma um frontão triangular, e colocando em maior evidência o brasão, símbolo do poder e distinção.
As restantes fachadas organizam-se de forma semelhante, denotando uma acentuada depuração. O rigor e cenografia do alçado principal prolonga-se no jardim que lhe é fronteiro, onde o espaço é seccionado através de composições de buxo. Estes arruamentos, ainda que não possam ser considerados grandes alamedas, são um bom exemplo da tendência do jardim barroco que procura desenhar a natureza, encenando e evidenciando a monumentalidade da casa.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Inventário Artístico da Região Norte - I

Local

-

Data

1973

Autor(es)

GONÇALVES, Flávio

Título

Alto Minho

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de