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Prédio na Rua Cândido dos Reis, 75 a 79 - detalhe

Designação

Designação

Prédio na Rua Cândido dos Reis, 75 a 79

Outras Designações / Pesquisas

Casa Arte Nova / Edifício na Rua Cândido dos Reis, n.º 75 a 79(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua Cândido dos Reis
Porto

Número de Polícia: 75-79

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Prédio constituído por rés-do-chão, destinado a loja, e dois andares principais, aos quais se acrescentam dois pisos recuados e amansardados. Localiza-se numa rua do centro histórico do Porto, em área predominantemente comercial, hoje restituída à cidade como rua pedonal. É um exemplar típico de arquitectura urbana Arte Nova, datado do início do século XX, e enquadrado de resto por prédios da mesma época, ou da centúria anterior. O estilo Arte Nova não deixou muitas construções na cidade, sendo que este singelo edifício é comparável principalmente a outro, com maior monumentalidade, no número 28 da Rua da Galeria de Paris, paralela à Cândido dos Reis; em ambos é possível encontrar, a nível dos vãos e caixilharias, um tratamento particularmente coerente e unitário que lhes concede bastante interesse. A fachada é muito regular, com três vãos rasgados em cada piso. No rés-do-chão, os vãos são emoldurados por cantarias simples, de ângulos arredondados, o da esquerda destinado à porta que dá acesso aos pisos, e o central, mais largo, com o da direita, pertencentes à loja aí instalada. O primeiro andar, tratado como piso nobre, possui uma janela tripla, onde a central é novamente mais larga, e de sacada, com varanda semicircular resguardada por grades em ferro forjado. Os vãos são unificados através de uma estrutura de ferro de desenho elaborado, figurando requintados motivos vegetalistas. No segundo andar abrem-se três janelas isoladas, dando para uma única varanda correndo toda a largura da fachada. A grade de ferro exibe um complexo tratamento naturalista, com arabescos semelhantes a uma delicada teia de ramagens, e toda a varanda se apoia, em cada extremidade, sobre dois mascarões com a função de gárgulas, para escoamento das águas. Sobre cada janelão ergue-se um longo florão estilizado, e os caixilhos das portadas envidraçadas, aqui tal como no primeiro andar, são decorados com curvas harmoniosas. A rematar a fachada sobressai uma cornija de lançamento côncavo e molduras rectas, pintada com laçarias e arabescos, e pontuada pelos florões das janelas imediatamente abaixo. As mansardas, em dois andares recuados, são provavelmente posteriores. No interior do edifício conservam-se ainda alguns tectos de estuque trabalhado, mosaicos e caixilhos originais. Ainda que se desconheça o autor do traçado, é talvez de considerar a influência da obra de Victor Horta, arquitecto belga fundador do movimento da art nouveau, presente sobretudo na utilização de janelas divididas, de moldurações em ferro, de arestas suaves e arredondadas; esta consideração justifica-se principalmente se considerarmos a grande influência francesa no desenvolvimento deste estilo em Portugal. SML

Imagens