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Café Majestic - detalhe

Designação

Designação

Café Majestic

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Rua de Santa Cartarina, n.º 112 / Café Majestic(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Café

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua de Santa Catarina
Porto

Número de Polícia: 112

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)

ZEP

Parecer favorável de 29-09-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 30-04-2010 da DRC do Norte (Coliseu do Porto, Café Magestic, Igreja de Sto Ildefonso e Cinema Batalha)
Parecer de 12-11-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a revisão da ZEP proposta
Proposta de 1-07-2008 da DRC do Norte para a ZEP conjunta (Cap. Almas, Ed. Obras Públicas, Coliseu do Porto, Café Magestic, Ig. Sto. Ildefonso, Cinema Batalha)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Considerado um dos mais belos e significativos exemplares de Arte Nova do Porto, o Café Majestic abriu as suas portas ao público em Dezembro de 1921 - com o nome Café Elite - definindo-se, desde o início, como "café-tertúlia", espaço de reuniões de escritores, pintores, e muitas outras personalidades ligadas às artes e espectáculos. Foi no ano seguinte à inauguração que a sua denominação foi alterada para o nome "Majestic", de reminiscências francesas, numa intenção de reportar a clientela à vida boémia parisiense.
O edifício, situado em plena baixa portuense, foi traçado pelo arquitecto João Queirós, autor de outras obras ligadas à vida cultural da cidade, como o cinema Olympia, apresentando uma imponente fachada de mármore e portadas madeira, envidraçadas, que permitem grande abertura para o interior. Marcada pela divisão que a própria disposição das portas proporciona, a fachada é decorada por um conjunto de grinaldas vegetalistas e figuras fantásticas, como os mascarões laterais e os "meninos silvestres", que convidam os transeuntes a entrar. Um pequeno frontão contracurvado foi colocado sobre a entrada principal, e o conjunto da fachada é rematado por um friso onde se insere um medalhão com as iniciais do estabelecimento.
O interior mantém a decoração de gosto Arte Nova, com elaboradas molduras de madeira e vidro, espelhos que pretendem aumentar visualmente o espaço da sala, candelabros de metal, figuras humanas, florões e máscaras. O pátio interior, feito em 1925 pelo mestre Pedro Mendes da Silva, pretendeu recriar um jardim de inverno, com pequena escadaria, onde se instalou um bar. A construção deste espaço deu origem a uma nova frente, aberta para a Rua Passos Manuel, que embora fosse edificada num estilo mais simples, próximo da Casa Portuguesa de Raul Lino, permitiu que o café passasse a ter, nesta fachada, uma pequena tabacaria.
A elegância do edifício e do seu programa decorativo não salvaram o Majestic de, a partir da década de 60, entrar em progressiva degradação, que nos anos 80 quase se tornaria irreversível. No entanto, com novos proprietários, o café fechou em 1992 para ser totalmente restaurado e remodelado, numa campanha de obras que lhe devolveu a sua traça e magnitude originais, reabrindo as portas em Julho de 1994.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR/ Abril de 2008

Imagens