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Pelourinho de Vouzela - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Vouzela

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Vouzela(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Vouzela / Vouzela e Paços de Vilharigues

Endereço / Local

Praça da República
Vouzela

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira referência documental à antiga Villa de Vouzella data de finais do século XI, e reporta-se a uma carta de doação de extensos bens e territórios a um mosteiro, fundado nessa mesma localidade pela família doadora. A vila e honras limítrofes foram-se desenvolvendo ao longo do tempo, sabendo-se que a igreja da paróquia, erguida no tempo do antigo mosteiro, e herdeira dos seus avultados bens, era impressionantemente rica. Vouzela não teve foral, mas foi sede do vasto concelho de Lafões a partir de 1436, e até ao século XVII. Lafões havia recebido primeiro foral em 1336, das mãos de D. Dinis, e teve foral novo manuelino, em 1514, quando Vouzela era já a capital concelhia. É hoje, tal como desde a centúria de Setecentos, embora com interrupções, concelho autónomo. Conserva um pelourinho barroco, erguido no século XVIII, a par da construção da Cadeia e do Tribunal da então comarca, diante dos quais se situava.
O pelourinho ergue-se sobre um soco de três degraus de rebordo boleado, com cantos rombos, onde assenta o conjunto da base, coluna, capitel e remate. A base da coluna é um prisma quadrangular com faces e arestas molduradas, entre dois ressaltos escalonados, o inferior em pirâmide truncada, e o superior invertido. Sobre o topo deste corpo assenta um ressalto idêntico, do qual irrompe o troço inferior do fuste. Este troço, equivalente a um quarto do total do fuste, é semelhante, em menor escala, ao prisma da base, e termina num anel moldurado, a partir do qual segue a coluna. Mantém a secção quadrada, bem como as molduras das arestas, que correm as mesmas desde a base até ao topo, mas vai estreitando ligeiramente, conferindo maior elegância ao monumento. O fuste morre num ábaco ou tabuleiro quadrado, ligeiramente saliente, concordante com as molduras que correm o troço inferior. O topo deste tabuleiro é ornado com uma cercadura de palmetas, envolvendo o bloco de remate, que consta de uma pinha encimada por pequena coifa pregueada. Da junção entre o tabuleiro e o remate, a meio da bordadura de palmetas, e em dois lados opostos do monumento, partem dois ferros em forma de pluma estilizada, que se unem a duas hastes lisas, estas cravando-se na horizontal no corpo da pinha. Do topo do remate sai um espigão de ferro com pequena esfera, em grimpa.
O pelourinho permaneceu na sua localização original, para a qual foi erguido, até 1882, quando foi deslocado para as traseiras dos Paços do Concelho de Vouzela. Em 1935 foi novamente recolocado, desta feita na situação actual, ocupando o centro da Praça da República, diante da Igreja da Misericórdia. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde