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Património Cultural

Castelo de Mourão - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Mourão

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Mourão / Castelo e Forte de Mourão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Mourão / Mourão

Endereço / Local

Rua Frei António das Chagas
Mourão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No século XIII, Mourão foi disputado entre os reinos de Portugal e de Leão, um pouco à semelhança do que, por essa mesma altura, acontecia com a linha fronteiriça do rio Côa. É assim que possuímos duas distintas doações da localidade: a primeira data de 1226 e refere-se à carta de foral passada por D. Gonçalo Viegas, prior da Ordem do Hospital; a segunda ocorreu na década de 80, por intermédio do monarca Sancho IV, que a doou a uma de suas barregãs - D. Teresa Gil de Riba Vizela.
Com a assinatura do Tratado de Alcanices, Mourão passou definitivamente para a posse de Portugal, tendo D. Dinis confirmado a pertença da localidade a D. Teresa de Riba Vizela. Anos depois, em 1313, o mesmo monarca doou a vila a D. Raimundo de Cardona e sua mulher, D. Beatriz, com a condição expressa de não construírem qualquer fortaleza, sintoma de que as estruturas defensivas senhoriais ameaçavam a segurança do rei e do seu teórico domínio sobre a totalidade do reino.
O actual castelo foi começado a construir no reinado de D. Afonso IV, sendo responsável pelos trabalhos Mestre João Afonso, conforme atesta a inscrição junto da porta principal: "ERA DE MIL CCC OITENTA E I ANOS PRIMO DIA DE MARÇO DOM AFONSO O QUARTO REI DE PORTUGAL MANDOU COMEÇAR E FAZER ESTE CASTELO DE MOURÃO E O MESTRE QUE O FAZIA HAVIA NOME JOÃO AFONSO (...)". O recinto é de planta trapezoidal algo irregular, defendido por torreões comunicantes por adarve. A porta principal rasga-se do lado ocidental e é protegida por duas torres quadrangulares, como foi usual nos projectos militares góticos. No interior, destacam-se as casas do antigo alcaide, localizadas na vertente setentrional e adossadas à muralha.
Na primeira metade do século XVI, o conjunto foi intervencionado por dois importantes arquitectos régios, os irmãos Francisco e Diogo de Arruda. Será da sua responsabilidade a barbacã e o fosso que envolviam parte do castelo trecentista, sendo-lhes ainda atribuídas numerosas obras de actualização e de reforço, documentadas pelos desenhos de Duarte d'Armas.
A derradeira fase de obras no castelo ocorreu imediatamente após a proclamação da independência de 1640. A posição fronteiriça de Mourão determinou a reforma do seu dispositivo defensivo, com trabalhos a cargo de Nicolau de Langres e Pierre de Saint-Colombe. O projecto seguido, que obedeceu às concepções de Vaubin, dotou o velho castelo medieval de uma dupla cintura de muralhas, adaptadas ao tiro horizontal da guerra de Seiscentos, com revelins pontiagudos e outros espaços defensivos de planta tendencialmente estrelada.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Castelos Portugueses

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor

Título

Nicolau de Langres e a sua obra em Portugal

Local

Lisboa

Data

1941

Autor(es)

MATTOS, Gastão de Mello