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Pelourinho de Freixo de Numão - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Freixo de Numão

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Freixo de Numão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Vila Nova de Foz Côa / Freixo de Numão

Endereço / Local

Largo da Praça
Freixo de Numão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiga villa de São Pedro de Freixo pertenceu ao concelho de Numão, formado em 1130, por carta de foral dada pelo seu donatário, Fernão Mendes, o célebre Braganção. Foi-se desenvolvendo e ganhando mais autonomia ao longo do tempo, sendo que no século XIII, sob o senhorio de Fernando Afonso de Zamora, tinha já provavelmente um estatuto semelhante ao de concelho. Na verdade, o Freixo terá beneficiado dos forais de Numão, que teve ainda foral novo de D. Manuel, outorgado em 1512. O dinamismo da povoação, em contraste com a decadência de Numão, fez com que o Freixo fosse instituído cabeça de concelho por D. João V, na primeira metade do século XVIII. A situação manteve-se até ao século XIX, sendo que em 1836 Freixo de Numão era ainda acrescentado com as freguesias do extinto concelho de Cedovim. Em 1853 seria finalmente extinto, e integrado em Vila Nova de Foz Côa, do qual é actual freguesia. Conserva um elegante pelourinho, construído em 1793, conforme data nele gravada.
O pelourinho levanta-se numa praça central da freguesia, na vizinhança da igreja matriz e da Casa da Câmara setecentista, sobre plataforma de três degraus circulares, de aresta. A coluna possui base composta por moldura circular e bocel, erguendo-se em fuste cilíndrico e liso, com secção ligeiramente decrescente em direcção ao topo. Na sua metade superior destaca-se o relevo de uma árvore estilizada, com raiz tripla e sete ramos verticais. Do outro lado do fuste está um castelo com a inscrição FREIXO DE NVMAN 1793, envolvido por motivos vegetalistas igualmente relevados. A coluna é encimada por capitel classicizante, constituíndo adaptação da ordem compósita, com renque inferior ornado de folhagem sob volutas cantonais, e ábaco quadrangular de lados côncavos servindo de tabuleiro ao remate. Este é um paralelepípedo de impressionante dimensão, com brasões em duas faces, e inteiramente coberto de relevos ornamentais barrocos, desmaterializando as superfícies. Os brasões incluem as armas régias e as armas do concelho. A peça terminal é uma coroa real fechada, com quatro grossos arcos recurvados, sobre pequena peanha.
A árvore representada no fuste é certamente uma alusão, não apenas ao nome da localidade, mas igualmente ao freixo que a tradição local diz ter existido no local onde se ergue o pelourinho. Antes do monumento, diz o povo, esta árvore cumpriria as funções de picota. A sua tipologia permite ainda uma especulação: dado que a zona de Numão, e nomeadamente a vila do Freixo, atraíram uma grande comunidade judaica ao longo da Idade Média, parece particularmente curioso que a árvore possua sete braços, recordando a Menorah , ou candelabro judaico, afinal o mais antigo símbolo do povo hebreu.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde