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Casa do Ferreira das Tabuletas - detalhe

Designação

Designação

Casa do Ferreira das Tabuletas

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Rua da Trindade, n.º 26 a 34 / Casa do Ferreira das Tabuletas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior

Endereço / Local

Largo Rafael Bordalo Pinheiro (ao Chiado)
Lisboa

Número de Polícia: 28-34

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Construída nos terrenos do extinto Convento da Santíssima Trindade, a Casa do Ferreira das Tabuletas integra um dos mais originais programas decorativos exteriores da arquitectura lisboeta.
Na realidade, foi Manuel Moreira Garcia, dono da Cervejaria da Trindade, galego maçon e capitalista, quem mandou edificar este edifício cerca de 1864, num dos lotes de terreno pertencente à casa conventual dos Trinos, que haviam sido vendidos em hasta pública após a extinção das ordens religiosas em 1834.
Depois da construção, o proprietário contratou o pintor e azulejador Luís Ferreira, o Ferreira das Tabuletas, para decorar a fachada do prédio e também o interior da cervejaria, instalada no edifício contíguo. Este programa decorativo compõe-se como um esquema cenográfico, que dá uma dimensão de profundidade e riqueza cromática ao edifício.
O prédio, de feição pombalina, apresenta a fachada dividida em três panos e quatro registos, e a composição azulejar preenche o espaço dos três pisos superiores por completo, integrando-se perfeitamente na estrutura arquitectónica.
O programa decorativo congrega os símbolos maçónicos, ligados aos ideais do proprietário, com diversas alegorias. Entre as janelas rasgadas na fachada - três em cada piso, dispostas a espaços regulares - foram pintados nichos com figuras humanas de gosto clássico, representando a Terra, a Água, a Indústria, o Comércio, a Agricultura e a Ciência. Nos extremos da fachada, em eixo, dispõem-se medalhões circulares com cabeças de leão, sendo este o símbolo heráldico de Moreira Garcia. No frontão da fachada foi colocado, ao centro, o Olho da Providência, envolto por cornucópias, frutos e enrolamentos de acanto. O espaço interior da casa segue a tipologia pombalina.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR, I.P./ 19-09-07

Imagens

Bibliografia

Título

Azulejaria Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MECO, José

Título

O Azulejo em Portugal

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

MECO, José

Título

Azulejos de Lisboa (catálogo da exposição)

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

MECO, José

Título

Azulejaria de Luís Ferreira, o Ferreira das tabuletas, um pintor de Lisboa

Local

-

Data

1993

Autor(es)

SAPORITI, Teresa

Título

Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, vol. V (2º tomo)

Local

Lisboa

Data

1975

Autor(es)

ALMEIDA, D. Fernando de