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Igreja matriz de Campo Maior - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz de Campo Maior

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Expectação, matriz de Campo Maior / Igreja Paroquial de Campo Maior / Igreja de Nossa Senhora da Expectação(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Campo Maior / Nossa Senhora da Expectação

Endereço / Local

Largo Dr. Regala
Campo Maior

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 37 366, DG, I Série, n.º 70, de 5-04-1949 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A construção da igreja de Nossa Senhora da Expectação iniciou-se no ano de 1570, a expensas do povo de Campo Maior, estando terminada cerca de 1646. Este templo veio substituir a primitiva matriz da vila, situada dentro do castelo e dedicada a Santa Clara, que em meados de Quinhentos se tornava pequena para albergar a população local. (KEIL, Luís, 1943)
O templo apresenta uma estrutura de igreja-salão de planta longitudinal, que proliferou por todo o Alentejo nas décadas de 50 e 60 do século XVI, seguindo o modelo das sés de Portalegre, Leiria e Miranda do Douro traçadas por Miguel de Arruda. Embora derivem da matriz estrutural destas sedes de diocese que enunciam uma estrutura sóbria e "límpida", onde ressalta a "simplicidade funcional" e o "monumentalismo utilitário", estas hallenkirchen alentejanas adoptaram uma nova espacialidade, de dimensões mais modestas, onde os pilares cruciformes das catedrais de Arruda são substituídos por colunas de gosto serliano (CORREIA, J. E. Horta, 1986, pp. 102-104).
A fachada principal da matriz de Campo Maior, precedida por escadaria, apresenta-se flanqueada por duas torres que delimitam o pano central, onde foi aberto um nártex, como na Igreja da Graça de Setúbal, agora encimado por janelas de inspiração serliana.
O espaço interior, dividido por três naves delimitadas pela disposição de colunas, é coberto por abóbada de arestas, sendo visível um transepto pouco saliente. Ao longo das naves laterais foram edificados seis altares laterais barrocos, cuja estrutura se conjuga tanto com a dos os altares laterais, como com o retábulo-mor, que enquadra uma tela com a representação de Nossa Senhora da Expectação , e as duas tribunas da capela-mor. Executado em mármore de Estremoz em meados do século XVIII, este conjunto demonstra uma unidade de concepção formal que denuncia algum eruditismo. No espaço da capela-mor destaca-se ainda um cadeiral joanino, possivelmente executado na mesma época.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)

Local

Lisboa

Data

1943

Autor(es)

KEIL, Luís

Título

A Arquitectura - Maneirismo e «estilo chão», História da Arte em Portugal - O Maneirismo

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CORREIA, José Eduardo Horta