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Gruta da Marmota - detalhe

Designação

Designação

Gruta da Marmota

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Gruta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Alcanena / Alcanena e Vila Moreira

Endereço / Local

Cabeço das Figueinhas
Sítio da Marmota

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Esta região do actual território português concentrou desde finais do século passado a atenção de parte significativa de quem se dedicava, então, aos estudos arqueológicos, de um modo geral, e aos pré-históricos, em particular.
Não surpreenderá, por conseguinte, que a década de setenta de novecentos trouxesse um novo vigor às investigações até então pontualmente conduzidas por nomes maiores dos precursores portugueses nesta área de intervenção, mormente com a publicação dos materiais recolhidos durante as escavações realizadas ainda nos anos quarenta por Afonso do Paço (1895-1968), Georges Zbyszewski (1909- 1998) e Octávio da Veiga Ferreira (1917-?) na "Lapa da Bugalheira", ao mesmo tempo que davam indicações relativas a outras grutas existentes nas imediações, como, precisamente, da "Gruta da Marmota" (FÉLIX, Paulo Jorge Soares, 1999, pp. 14-15).
A região onde se encontra implantada sobressai, como tantas outras, pelos registos de acentuada antiguidade de povoamento humano, a exemplo, ademais, da própria gruta em epígrafe, cujo interior forneceu abundantes vestígios desta mesma realidade, ao mesmo tempo que da sua reutilização em períodos subsequentes.
Escavada de forma sistemática durante a primeira metade dos anos setenta, sob orientação do Professor Victor dos Santos Gonçalves, a "Gruta da Marmota" forneceu materiais atribuíveis às Idades do Bronze e do Ferro, a par de elementos neolíticos.
Com efeito, e para além de uma necrópole da Idade do Bronze, foi possível identificar, na sala superior, dois importantes testemunhos do denominado "Neolítico dolménico", tipologicamente coincidentes com os exumados na "Lapa da Galinha" (vide supra). Fazem, por conseguinte, parte desta primeira ocupação da gruta materiais tão diversificados, ao mesmo tempo que característicos do correspondente horizonte cultural, quanto placas de xisto com decoração geométrica, assim como fragmentos de cerâmica manual, numa evidente associação aos vestígios osteológicos humanos parcialmente cobertos com ocre vermelho, num exemplo claro de tumulação em grutas naturais.
Um fenómeno enquadrado num período durante o qual "A realidade cultural apresenta-se múltipla, eivada de assimetrias de desenvolvimento, em função da inserção das comunidades em ecossistemas mais ou menos favoráveis ao pleno florescimento da agricultura e do pastoreio, ou do apego mais ou menos arreigado dos grupos a formas de subsistência tradicionais [...]." (JORGE, S. O., 1990, p. 102).
[AMartins]

Bibliografia

Título

Uma nova necrópole da Idade do Bronze: a Gruta da Marmota, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1972

Autor(es)

GONCALVES, Victor Manuel dos Santos

Título

A consolidação do sistema agro-pastoril, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Susana de Oliveira

Título

O final da Idade do Bronze no Centro-Oeste Peninsular: a construção do Ribatejo Norte, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1999

Autor(es)

FÉLIX, Paulo Jorge Soares