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Casa da Quinta do Tanque, ou dos Cerveiras, e grupo escultórico de São Cosme e São Damião existente na capela anexa à referida casa - detalhe

Designação

Designação

Casa da Quinta do Tanque, ou dos Cerveiras, e grupo escultórico de São Cosme e São Damião existente na capela anexa à referida casa

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta do Tanque e capela / Casa dos Cerveiras e capela (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Anadia / Tamengos, Aguim e Óis do Bairro

Endereço / Local

Largo Machado de Castro
Aguim

Rua D' Avale
Aguim

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Casa dos Cerveira foi construída já no final do século XVIII, muito embora o portão de acesso ao pátio possa ser de época mais recuada (GONÇALVES, 1959). Trata-se de um edifício de linhas depuradas, que se desenvolve em dois pisos com mansarda. A fachada principal é seccionada por pilastras que a dividem em três corpos, todos eles rasgados por vãos simétricos. Nas extremidades, abrem-se janelas de verga recta com moldura e, no corpo central, duas janelas ladeiam a porta do piso térreo, correspondendo-lhes janelas de sacada no andar nobre, com varanda única. Entre o vão central e a cornija, exibe-se o brasão dos Cerveira que, segundo António Nogueira Gonçalves não apresenta rigor heráldico: "falsamente esquartelado; no primeiro cruz florida e vazia de campo; o terceiro contra-esquartelado de leão e quinas, por Sousa; o segundo e o quarto não devem passar duma simples pala com duas cervas que um traço separou; timbre uma cerva. O bispo D. José, irmão do Dr. António Xavier Cerveira e Sousa, usou o escudo partido: na primeira pala a cruz referida; a segunda cortada, tendo no primeiro as duas cervas e no segundo os móveis dos Sousas, como se vê na sepultura em Mogofores" (IDEM).
A capela, que se encontra à direita foi construída em época posterior, entre 1842 e 1844, conforme se depreende da leitura da lápide de Maria José Pereira e Costa. Casada com António Xavier Cerveira e Souza e falecida em 1842, o seu corpo foi trasladado para a capela, construída para seu jazigo, em 1844.
No seu interior ganha especial interesse o retábulo renscentista dedicado aos santos físicos São Cosme e São Damião. Datável das décadas de 20-30 do século XVI, este magnífico retábulo em calcário tem vindo a ser atribuído a João de Ruão (GRAÇA, 1940; BORGES, 1980, p. 53). Não se conhece a origem desta peça, embora tenha inscrito o brasão do seu encomendador. Uma vez que a capela remonta ao século XIX e até á data não há notícia de uma construção anterior na casa, o retábulo veio, certamente, de uma outra capela da região, que permanece desconhecida.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

João de Ruão, escultor da renascença coimbrã

Local

Coimbra

Data

1980

Autor(es)

BORGES, Nelson Correia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos