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Paço de Gominhães - detalhe

Designação

Designação

Paço de Gominhães

Outras Designações / Pesquisas

Paço de Gominhães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Paço

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Vizela / Caldas de Vizela (São Miguel e São João)

Endereço / Local

Lugar do Paço
Caldas de Vizela

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A construção original do Paço de Gominhães remonta ao reinado de D. Sancho I, conforme é descrito numa inquirição de 1280, sofrendo alterações na sua estrutura nos reinados de D. João I, D. João III e finalmente no de D. Afonso VI. A forma como o conjunto do Paço de Gominhães foi alterado ao longo dos tempos prende-se com a evolução que a estrutura das casas senhoriais medievais conheceram nos séculos XVI e XVII; de facto, os solares portugueses derivam de três grandes influências: a arquitectura popular tradicional portuguesa, a arquitectura militar medieval e a arquitectura erudita do renascimento. A arquitectura tradicional permitiu a adaptação da simplicidade de divisão do espaço. Por seu turno, a arquitectura militar medieval levou para as casas senhoriais a torre, como elemento simultaneamente de defesa e de habitação, que com os avanços da pirobalística no século XVI perdeu as suas funções iniciais e tornou-se símbolo de prestígio, linhagem nobre e poder da família proprietária. Por fim, os elementos da arquitectura erudita do Renascimento chegam aos solares através da acção dos vários engenheiros militares que, a partir do século XVII, aplicaram na arquitectura civil a teoria arquitectónica mais erudita, divulgada especialmente através dos escritos de Sebastiano Serlio e Andrea Palladio. Foi sobretudo este último teórico que, no primeiro dos seus I quattro libri dell'Architettura, descreveu a forma como deveria estar organizado o espaço interior das casas senhoriais.
O acesso ao Paço de Gominhães é feito através de portal com pedra de armas, que abre para o terreiro principal, situado nas traseiras. A planta do edifício é composta, formando um U, dividida em dois registos, o piso térreo e o andar nobre, e possui num dos topos uma torre, que na construção original possuía ameias. Na fachada principal destaca-se uma escadaria de dois lanços, situada na esquina noroeste, antecedida por um fontanário em granito, com tanque quadrado, dois degraus de acesso, e espaldar decorado com carranca, por onde se efectua a saída da água, ladeado por duas pilastras e rematado por frontão interrompido por campanário, encimado por cruz colocada entre volutas e ladeado por dois pináculos. As restantes fachadas exteriores são marcadas por portas ou janelas de sacada com molduras rectangulares sem decoração. No interior todos os compartimentos são cobertos por tecto de masseira.
A capela do paço encontra-se no exterior, separada da casa principal, sendo da invocação de Nossa Senhora de Jerusalém. De planta rectangular, a sua fachada principal apresenta um portal de moldura recta, tendo gravado o nome do instituidor da capela, Pedro Vaz Cyrne de Sousa, rematado por frontão triangular. A fachada possui ainda cunhais sobrepujados por pináculos, sendo rematada por empena com sineira.
Catarina Oliveira

Bibliografia

Título

Nobres Casas de Portugal

Local

Porto

Data

1958

Autor(es)

SILVA, António Lambert Pereira da

Título

Velhas casas de Guimarães

Local

Porto

Data

2001

Autor(es)

MORAIS, Maria Adelaide

Título

Guimarães, terras de Santa Maria

Local

Guimarães

Data

1978

Autor(es)

MORAIS, Maria Adelaide