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Casa de Camilo Castelo Branco - detalhe

Designação

Designação

Casa de Camilo Castelo Branco

Outras Designações / Pesquisas

Casa-Museu de Camilo Castelo Branco / Casa-Museu de Camilo Castelo Branco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Vila Nova de Famalicão / Seide

Endereço / Local

Avenida de São Miguel
São Miguel de Seide

Número de Polícia: 758

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A actual Casa-Museu, em São Miguel de Seide, encontra-se intimamente ligada à figura de Camilo Castelo Branco, que nela habitou por um período da década de 1860, regressando depois com alguma frequência e acabando por aqui se suicidar no dia 1 de Junho de 1890. O imóvel impõe-se por todo este simbolismo relacionado com a figura do escritor, mais do que pelos seus valores arquitectónicos, aliás adulterados pelo incêndio de 1915 que destruiu a casa e pelas obras de recuperação que se lhe seguiram, ainda que a adaptação a Casa-Museu e as sucessivas intervenções tenham procurado conservar um conjunto arquitectónico e expositivo coerente, capaz de testemunhar as vivências quotidianas ao tempo de Camilo.
Regressando à história da casa, esta foi edificada em 1830 por Manuel Pinheiro Alves, o comerciante do Porto que alcançara fortuna no Brasil e que estava noivo de Ana Plácido quando esta iniciou a sua ligação com Camilo Castelo Branco. É conhecida a história deste amor proibido, que culminou com a prisão de ambos num processo de adultério movido por Pinheiro Alves e do qual saíram absolvidos. O comerciante veio a falecer em 1863, e no ano seguinte Camilo e Ana Plácido instalaram-se na casa de São Miguel de Seide, onde passaram a residir. Em 1868 Camilo muda-se para o Porto, mas não deixa de regressar amiúde a Seide. Esta casa foi, aliás, o palco do seu suicídio, a 1 de Junho de 1890, quando sentia cada vez mais dificuldades visuais. Tal ocorreu na actual Sala Principal, que antigamente era a Sala de Visitas, e onde se encontrava o bilhar onde Camilo jogava, exibindo hoje uma série de objectos da época.
Depois do já referido incêndio, a Casa foi adquirida pela Comissão de Homenagem, em 1917, abrindo ao público como Museu Camiliano em 1922. Já na década de 1940 foi objecto de uma nova intervenção com o objectivo de recuperar o traçado original do edifício, inaugurando em 1958 como Casa-Museu de Camilo. Esta, pauta-se por uma grande depuração de linhas, destacando-se a escadaria de acesso ao primeiro piso, onde se encontra a porta principal.
Perseguindo, desde a sua fundação, a divulgação da vida e obra de Camilo Castelo Branco, foi inaugurado, em 2005, o novo Centro de Estudos Camilianos, um projecto de Siza Vieira, situado em frente ao edifício do Museu. De acordo com a informação divulgada pela Casa-Museu, e para além do percurso expositivo já referido, podem ainda ser observados e consultados "mais de 3500 volumes de bibliografia activa (constituída por edições de originais, de prefácios e de traduções) e de bibliografia passiva (muito extensa e de temática abrangente, que vai dos aspectos biográficos ou bio-bibliográficos aos estudos fecundos de exegese literária); 787 obras pertencentes à biblioteca particular do escritor; c. de 1700 cartas, de e para Camilo; c. de 3500 recortes de imprensa de teor camiliano; uma centena de exemplares periódicos em que Camilo colaborou ou foi director; e aproximadamente 1000 peças de iconografia diversa: escultura, pintura..." (www.cm-vnfamalicao.pt/).
(Rosário Carvalho)