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Pelourinho de Paçó - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Paçó

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Paçó (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Vinhais / Paçó

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Paçó

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiga villa de Paçó (ou Paçô) de Vinhais teve carta de foral dada por D. Dinis, em 1310, e foral novo de D. Manuel, de 1512. O concelho foi extinto em 1836, e integrado em Vinhais, do qual é actual freguesia. Conserva ainda o seu pelourinho, levantado num largo do lugar de Paçó.
Este monumento foi destruído em data incerta, mas seguramente após a extinção do concelho; estava ainda desmantelado em meados do século XX, já que em 1945 um seu fragmento é identificado no Museu de Bragança. Também não se conhece a data da reconstrução que hoje se pode ver, feita com recurso evidente a peças de factura moderna, para além dos elementos aparentemente originais que constituem a peça de remate.
O pelourinho ergue-se sobre plataforma de cinco degraus quadrangulares, de aresta, onde assenta directamente a coluna. Esta tem fuste monolítico, mas talhado em duas secções distintas, sendo o primeiro troço quadrado e o segundo de secção octogonal, conseguida através da chanfradura das arestas do fuste a partir de metade da sua altura. Tanto a plataforma como a coluna são modernas. O capitel é liso, com faces de perfil côncavo, antecedido por um fino astrágalo, e encimado por ábaco, sendo todas as peças oitavadas. Uma das faces apresenta um brasão ilegível. Sobre o ábaco assenta o remate, constituído por um bloco de talhe muito irregular, ao modo de pinha, com decoração de difícil leitura, coroado por uma peanha que suporta uma esfera lisa encimada pela cruz de Cristo.
Embora o facto de existirem poucas peças originais, aliado à simplicidade da montagem, não pareça permitir uma datação exacta, a esfera e cruz de Cristo remetem a construção do pelourinho para o período imediato ao foral manuelino, sendo a esfera o emblema pessoal de D. Manuel (que era igualmente, recorde-se, Grão-mestre da Ordem de Cristo). Por fim, a cruz representada possui ainda braços iguais, sendo muito provável que date deste reinado, uma vez que a partir de D. João III este símbolo passou a ser representado com a haste inferior mais longa.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde