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Pelourinho de Ovoa - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Ovoa

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Óvoa(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Santa Comba Dão / Ovoa e Vimieiro

Endereço / Local

Largo da Praça
Ovoa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiga povoação de Óvoa chegou a ser sede de concelho, já constituído em 1256, e então, como no presente, integrado em Santa Comba Dão. Foi posteriormente integrado em Viseu, e depois no concelho da Beira, tendo sido extinto em 1836, e passando a vila até 1878, quando foi instituída freguesia de Santa Comba. Recebeu foral de D. Manuel, dado em 1514, do qual resultou seguramente a construção de um pelourinho. No entanto, o exemplar que ainda hoje se conserva no largo central da localidade não corresponde ao primitivo, destruído em data incerta, e reconstruído em finais do século XVI ou início do XVII - portanto, cerca de uma centúria depois do exemplar manuelino que substitui.
O pelourinho levanta-se sobre plataforma de três degraus circulares, de aresta boleada no degrau térreo, e saliente nos dois superiores. Aqui assenta a base da coluna, constituída por um tronco cilíndrico com ressalto inferior, rematada por plinto, toro e listel circulares. O fuste da coluna, uma variante da ordem toscana, é cilíndrico e liso, relativamente curto e galbado, e encimado por astrágalo, gola, equino e ábaco circular. O remate do conjunto é constituído por três gaiolas escalonadas sobrepostas, compondo uma espécie de torre de planta circular, vazada por altas e elegantes arcadas de volta redonda, em número de quatro por andar, sendo cegas na gaiola ou piso superior. Esta é finalmente rematada por cúpula, que dá o toque final a uma curiosa micro-arquitectura imbuída de valores do figurino clássico da Renascença nacional.
Duas particularidades merecem ainda uma breve análise. Uma é a existência de uma nítida alteração de pedra, bem como de trabalho da mesma, no terço superior da base cilíndrica, que é - tal como o soco onde assenta - em granito, sobrepondo-se-lhe o troço final em calcário, pedra que constitui a maior parte do monumento. Isto permite naturalmente aventar a hipótese do pelourinho ter sido construído com aproveitamento da base do anterior. A outra curiosidade reside na alegação de que o pelourinho seria originalmente rematado por apenas duas gaiolas, ou por torrinha de dois pisos, encimada por esfera armilar, segundo notícia testemunhal recolhida em 1944. De facto, o remate foi restaurado entre 1958 e 1959, estando então em muito mau estado, e já há vários anos sem a maior parte do remate. A ser isto verdadeiro, poderá significar que nele se pretendeu, ainda que de forma meramente simbólica, glosar a picota manuelina, talvez parcialmente aproveitada. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde