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Pelourinho de Fráguas - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Fráguas

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Fráguas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Vila Nova de Paiva / Vila Nova de Paiva, Alhais e Fráguas

Endereço / Local

Rua do Cabo
Fráguas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira referência à terra de Fráguas data de 961, constando da carta de doação da igreja da localidade ao Mosteiro de Arouca, por Ansur e sua mulher. Em 1128, D. Teresa instituiu o couto de Fávregues , origem do antigo concelho. Durante a Idade Média, a povoação teve o nome de Fábregas ou Frávegas, sendo já designada de Frágoas no foral que D. Manuel lhe outorgou, em 1514. O estatuto concelhio manteve-se até 1895, quando foi extinto, mas apenas para ser restaurado em 1898, já com a actual designação de Vila Nova de Paiva. Conserva ainda o pelourinho, certamente construído após o recebimento do foral manuelino, que se ergue num largo ao qual deu o nome.
O pelourinho ergue-se sobre um soco de três degraus quadrangulares de aresta, o térreo quase inteiramente embebido no pavimento. A coluna assenta directamente sobre o degrau superior, erguendo-se em fuste de secção octogonal e faces lisas. A coluna é encimada apenas pelo remate, mas a parte inferior deste, talhada em troço de pirâmide quadrada invertida, funciona como um incipiente capitel. O remate propriamente dito é em forma de castelo, composto por um bloco cúbico com os cantos prolongados superiormente em quatro pequenos paralelepípedos, ao modo de merlões. No centro destas eleva-se uma curta peça cilíndrica rematada por uma esfera achatada nos pólos, semelhante a uma cúpula. Ao centro de cada face, e nos ângulos do remate, estão esculpidas oito carrancas toscas. Estas são tradicionalmente consideradas como alusões à família de D. Aleixo de Figueiredo, castigada por acolher D. António, prior do Crato, durante as lutas pela independência do Reino. Evidentemente, a datação atribuível ao monumento, dos alvores de Quinhentos, não permite este género de interpretação. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde