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Castelo de Ouguela - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Ouguela

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Campo Maior / Nossa Senhora da Expectação

Endereço / Local

Estrada Municipal 373 (a cerca de 8 km de Ouguela)
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 32 973, DG, I Série n.º 175, de 18-08-1943 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Apesar das recentes investigações arqueológicas, são ainda discutidas as origens do castelo de Ouguela, nomeadamente quanto à possibilidade de aqui se ter fixado um povoado proto-histórico, posteriormente romanizado e ainda depois transformado em fortaleza islâmica. As referidas escavações incidiram sobre momentos mais recentes da história da localidade, permanecendo por desvendar os primeiros capítulos civilizacionais do aglomerado que deu origem à actual Ouguela.
No século XIII, depois da passagem do território para a esfera cristã, o povoado fez parte do reino de Leão e Castela durante mais de meio século, até ser definitivamente integrado na coroa portuguesa em 1297, no âmbito do Tratado de Alcanices. Logo no ano seguinte, D. Dinis concedeu foral a Ouguela, mas só mais de cem anos depois é que a vila deixou de pertencer ao bispado de Badajoz.
O essencial do castelo data dessa viragem para o século XIV, se bem que existam vestígios de reformas posteriores, em particular a verificada no reinado de D. João I, monarca que transformou Ouguela num couto de homiziados. Nos inícios do século XVI, Duarte d'Armas deixou-nos o desenho da fortaleza tardo-medieval, defendida por sete torres quadrangulares, entre as quais a de menagem, adossada à cerca pelo lado ocidental.
Depois de 1640, na guerra que Portugal sustentou contra Espanha com vista à sua independência, a vila foi dotada de um sistema defensivo abaluartado, que inevitavelmente corrompeu parte do dispositivo medieval. Sob o comando de Nicolau de Langres, a nova fortaleza incluiu numerosos baluartes e revelins, um fosso, caminhos de ronda, dependências de aquartelamento e uma ampla cisterna quadrangular (com 12 metros de lado), recentemente intervencionada, localizada na praça de armas da vila.
PAF

Imagens