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Anta do Penedo Gordo - detalhe

Designação

Designação

Anta do Penedo Gordo

Outras Designações / Pesquisas

Anta do Penedo Gordo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Anta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Gavião / Belver

Endereço / Local

- -
Lugar da Torre Fundeira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Juntamente com a exploração dos povoados de altura, predominantemente datáveis da Idade do Ferro - os denominados castros ou citânias -, foram os monumentos megalíticos os testemunhos do passado mais remoto da presença humana no actual território português que mereceram maior atenção por parte de quem se dedicava à jovem ciência arqueológica, seguindo uma tradição há muito enraizada noutros países, nomeadamente em Inglaterra e em França, para citarmos apenas estes dois países, nalguns dos quais acabariam por ser politicamente utilizados, nomeadamente para estruturar pretensões de foro regionalista e/ou nacionalista.
Não terá sido este, propriamente, o caso ocorrido em Portugal, ainda que se registasse, em determinados momentos, uma certa necessidade de comprovar a anterioridade de exemplares megalíticos existentes em território nacional relativamente aos registados em solo espanhol, muito provavelmente em face de algumas pretensões de conotação iberista assomadas já durante o segundo quartel do século XIX (Cf. MARTINS, A. C., 2005).
Não podemos esquecer, em todo o caso, que as diversas tipologias megalíticas sobressaiam, a maioria das vezes, de modo acentuado na paisagem envolvente, sendo, por conseguinte, de fácil identificação, ao mesmo tempo que suscitavam uma curiosidade natural decorrente de todo um desconhecimento relativo à utilização primeva da maioria das respectivas tipologias, envoltas durante séculos nas mais díspares especulações e fabulações. Ademais, os sepulcros megalíticos, ou seja, os dólmenes - ou antas (como serão mais conhecidos em parte expressiva das nossas regiões) - atraíam sobremaneira a curiosidade de cientistas e diletantes, não apenas pela sua estrutura, como, sobretudo, pelo espólio associado que seria alcançado com a sua investigação, a par do facto de se pretender estabelecer uma cronologia com base na análise construtiva, seguindo o princípio evolucionista linear, então predominante no seio da comunidade científica ocidental.
A verdade é que as antas acabaram por ocupar um lugar central nas actividades arqueológicas dos percursores da Arqueologia conduzida em Portugal entre finais de oitocentos, princípios de novecentos, figurando de modo destacado na primeira lista de estruturas antigas a merecerem, entre nós, a classificação de "monumento nacional", com todas as implicações legais acarretadas por uma medida similar a tantas outras em vigor noutros estados europeus.
Ao que se sabe, o exemplar megalítico funerário erguido durante o Neo-calcolítico, conhecido por "Anta do Penedo Gordo", mereceu desde cedo a atenção dos nossos primeiros geólogos e pioneiros dos estudos pré-históricos, conduzidos em solo nacional a partir de meados do século XIX, por iniciativa da emblemática Commissão dos Serviços Geológicos, na sequência de uma primeira formada, a pedido do Governo, pela "Real Academias das Ciências", ainda em 1848.
De facto, foi um dos seus reputados membros, o lente de Mineralogia e Geologia da Escola Politécnica Costa (1809-1889), quem a identificou primeiramente (Cf. COSTA, F. A. P. da, 1868), sendo objecto de novo interesse científico já no início da nova centúria, dessa feita por mão de um dos colaboradores mais activos do Muzeu Ethnographico Portuguez, Félix Alves Pereira (Cf. PEREIRA, F. A., 1912).
Monumento megalítico erguido durante o Neo-calcolítico fixado para esta região do actual território português, a anta (o termo pelo qual os dólmenes são localmente mais conhecidos entre nós) possui câmara funerária de planta poligonal alongada, com pouco mais de três metros de comprimento e quase três de largura, composta de nove esteios. Quanto ao corredor de acesso ao seu interior, com aproximadamente três metros de comprimento, ele é constituído por quatro esteios de cada lado, não tendo sido encontrada a laje de cobertura , ainda que remanesçam elementos da primitiva mamoa.
[AMARTINS]

Bibliografia

Título

A consolidação do sistema agro-pastoril, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Susana de Oliveira

Título

Noções sobre o estado préhistórico da terra e do homem seguidas da descripção de alguns dolmins ou antas de Portugal

Local

Lisboa

Data

1868

Autor(es)

COSTA, Francisco A. Pereira da

Título

A Associação dos Arqueólogos Portugueses na senda da salvaguarda patrimonial. Cem anos de transformação (1863-1963). Texto policopiado. Tese de Doutoramento em Letras.

Local

Lisboa

Data

2005

Autor(es)

MARTINS, Ana Cristina

Título

A Antiguidade em Belver, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1912

Autor(es)

PEREIRA, Félix Alves

Título

Contribuição para a carta arqueológica da freguesia de Belver (concelho de Gavião), Actas das 1ªs Jornadas de Arqueologia do Nordeste Alentejano

Local

Coimbra

Data

1987

Autor(es)

CARDOSO, João, CARVALHO, Rogério Pires de