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Igreja de Santa Maria - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Maria

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Estremoz / Igreja Paroquial de Santa Maria de Estremoz / Igreja de Santa Maria(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Estremoz / Estremoz (Santa Maria e Santo André)

Endereço / Local

Largo de D. Dinis
Estremoz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Igreja de Santa Maria de Estremoz é um dos mais interessantes exemplares de hallenkirchen de planta quadrangular, inserindo-se na tipologia de igrejas-salão edificadas por Miguel de Arruda nas primeiras décadas da segunda metade do século XVI no sul do País (SERRÃO, 2002, pp. 188-189).
O templo foi fundado em 1560, sob o patronato do Cardeal D. Henrique, substituindo um primitivo templo dedicado à Virgem, possivelmente de edificação medieval. O primeiro mestre da fábrica de obras foi Pero Gomes (KUBLER, 1988, p. 43), embora esta se tenha prolongado até ao primeiro quartel do século XVII.
A planta da igreja "(...) consiste num rectângulo dourado, com o comprimento igual à diagonal do quadrado sobre a largura (...)" (Idem, ibidem). A fachada é marcada pela disposição de contrafortes, que formam três tramos. Esta estrutura ficaria incompleta, uma vez que no projecto original "(...) teria certamente um frontão central e duas torres (...)" a rematar o frontispício (GOMES, 2001, p. 40).
No central, foi rasgado o portal com frontão triangular destacado assente sobre colunas, e no seu eixo, no registo superior, foi colocado um óculo. Em cada um dos tramos laterais foi edificado um portal de moldura simples e uma fresta, e nas fachadas laterais foram dispostos três janelões rectangulares.
O interior é um espaço quadrado unificado, onde foram dispostas seis colunas jónicas que simulam a existência de tramos, de onde arrancam feixes de nervuras simples, que sustentam as nove abóbadas que cobrem o espaço.
A capela-mor é ladeada por duas sacristias, sendo também coberta por abóbada de arestas. Ao centro foi edificado o retábulo, de gosto maneirista, executado cerca de 1620 (ESPANCA, 1975) por uma oficina local. Desconhece-se o entalhador da obra, embora se consigam distinguir algumas afinidades com a obra do eborense Sebastião Vaz (SERRÃO, 1992). A estrutura alberga várias tábuas que em 1894 foram, na sua maioria, repintadas; as únicas telas a manter o traço original são as representações de São Bento e São João Baptista (ESPANCA, 1975).
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectura, Religião e Política em Portugal no século XVII - A Planta Centralizada

Local

Porto

Data

2001

Autor(es)

GOMES, Paulo Varela

Título

«Notícia de Quatro Igrejas Comendatárias da Ordem de Avis», A Cidade de Évora, nº 55

Local

Évora

Data

1973

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal (1574)

Local

Paris

Data

1971

Autor(es)

SERRÃO, Joaquim Veríssimo

Título

Viagens em Portugal de Manuel Severim de Faria

Local

-

Data

1947

Autor(es)

SERRÃO, Joaquim Veríssimo

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. VIII (Distrito de Évora, Zona Norte, volume I)

Local

Lisboa

Data

1975

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

A arquitectura portuguesa chã: entre as especiarias e os diamantes, 1521-1706

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

KUBLER, George

Título

A Arquitectura ao Romano

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

CRAVEIRO, Maria de Lurdes

Título

A Pintura Proto-barroca em Portugal, 1612-1657 (dissertação de doutoramento em História da Arte)

Local

Coimbra

Data

1992

Autor(es)

SERRÃO, Vítor