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Igreja Matriz de Fataunços - detalhe

Designação

Designação

Igreja Matriz de Fataunços

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Fataunços / Igreja de São Carlos Borromeu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Vouzela / Fataunços e Figueiredo das Donas

Endereço / Local

EN n.º 228
Fataunços

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A freguesia de Fataúnços era, originalmente, designada por S. Miguel da Folgosa, desconhecendo-se em que época foi alterada a sua denominação. Já na época Moderna recebeu como padroeiro São Carlos Borromeu, que é também a invocação da sua igreja matriz, reedificada no século XVIII, no mesmo local onde se encontrava a primitiva, e da qual subsistem alguns vestígios.
A nova igreja foi iniciada entre o final do século XVII e o início da centúria seguinte, pois em 1702 o mestre pedreiro António Soares (morador do lugar de Calvos desta mesma freguesia) comprometeu-se, por escritura pública de 25 de Setembro a executar "um púlpito (...) de pedra lavrada de cantaria, com sua escada metida por dentro que seria na forma do púlpito da igreja da vila de S. Pedro do Sul assim na largura como no comprimento e todo o mais feitio" (citado por ALVES, 1971, p. 103). Contudo, os trabalhos prolongaram-se, ou foram retomados em 1733, ano em que se edificou a nova capela-mor, a tribuna e a sacristia, obras que ficaram a cargo do mestre pedreiro Manuel Rodrigues, do lugar de Serrazes, conforme é referido na escritura de 17 de Dezembro de 1733 (ALVES, 1971, p. 104).
Resultou destas diferentes campanhas um edifício de cariz barroco, que se desenvolve longitudinalmente, articulado uma longa nave com a cabeceira, ambas rectangulares. A fachada, é flanqueada por duas pilastras rematadas por pináculos, e termina em frontão de lanços. Ao centro, abre-se o portal, em arco abatido e moldura encimada por frontão de lanços curvo, sobre o qual se rasga a janela do coro. Os óculos que ladeiam o portal encontram paralelo nos que se abrem na torre sineira, esta num plano ligeiramente recuado em relação à fachada, mas com a qual mantém estreita relação, bem evidente ao nível do entablamento que corre sobre as pilastras do frontispício do templo, e que tem continuidade na torre.
O interior é muito depurado, concentrando-se a decoração na capela-mor, onde o tecto de caixotões é pintado com motivos florais, e o retábulo, de talha dourada e policroma, ocupa a totalidade da parede fundeira. Este, é composto por duas colunas pseudo salomónicas com nichos entre elas e, ao centro, abre-se a tribuna, que desenha uma elipse. Flores, volutas, e concheados são alguns dos motivos que constituem a gramática decorativa do retábulo, para além das figuras de anjos que suportam as armas reais, cuja presença aqui se justifica por ser esta igreja de padroado real. A sua execução deverá ser posterior às obras da capela-mor realizadas em 1733, como também o comprovam os concheados e as tonalidades empregues, mais próximas de um gosto rococó.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Novas achegas para a história da arte na diocese de Viseu

Local

Viseu

Data

1971

Autor(es)

ALVES, Alexandre