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Pelourinho de Ourém - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Ourém

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Ourém(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Ourém / Nossa Senhora das Misericórdias

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Ourém

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiga villa de Ourém foi doada por D. Afonso Henriques a sua filha, a infanta (ou rainha) D. Teresa, e esta concedeu-lhe o seu primeiro foral em 1180. D. Manuel concedeu-lhe foral novo em 1515, e caso raro, recebeu ainda um último foral das mãos de D. Pedro II, em 1695. A povoação ficou muito danificada aquando do terremoto de 1755, e a vizinha localidade de Aldeia da Cruz, onde se haviam refugiado muitos dos habitantes de Ourém Velha, foi elevada a vila, com o nome de Vila Nova de Ourém. Esta é actualmente concelho, sendo Ourém, entretanto rebaptizada como Nossa Senhora das Misericórdias (1989), sua freguesia. Conserva ainda o seu pelourinho, em estilo tardo-gótico, datável de finais do século XV ou inícios do XVI, sendo tentador atribuí-lo ao período subsequente à atribuição de foral manuelino.
O pelourinho levanta-se sobre um soco de três degraus quadrangulares, de rebordo boleado, onde assenta o conjunto da base, coluna e capitel / remate. A base da coluna é octogonal, tal como o fuste, que se ergue a boa altura. Três anéis octogonais cingem o fuste a meia altura. Perto do topo está aposto um pequeno escudo, com as armas da vila de Ourém, e por baixo deste, no fuste, está epigrafada a data de 1620. A coluna é encimada por astrágalo decorado com botões salientes, e ábaco octogonal. O remate, de grandes dimensões, é composto por uma coroa aberta, com decoração geométrica no aro e hastes vegetalistas. Do seu centro sai uma pinha, de fina decoração vegetalista.
A data de 1620 não deverá respeitar à construção do pelourinho, e sim a uma eventual reparação, ou cerimónia com ele relacionada. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde