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Antiga vila de Ourém - detalhe

Designação

Designação

Antiga vila de Ourém

Outras Designações / Pesquisas

Núcleo urbano da vila de Ourém / Antiga Vila de Ourém(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Vila

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Ourém / Nossa Senhora das Misericórdias

Endereço / Local

EN 349, Torres Novas - Vila Nova de Ourém
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 40 361, DG, I Série, n.º 228, de 20-10-1955 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Ourém foi um ponto fortificado dominante durante o período romano. Na Alta Idade Média, terá sido um dos locais mais disputados entre cristãos e muçulmanos, tendo em conta aquela fronteira móvel que caracterizou os séculos X a XII entre-Tejo-e-Mondego. Conquistada definitivamente em 1136, recebeu carta de foral da infanta D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques, em 1180. Durante a Baixa Idade Média, a vila foi um dos territórios emblemáticos das rainhas, primeiro de D. Mecía López de Haro (mulher de D. Sancho II) e, com D. Dinis, da rainha Santa Isabel, tendo ainda pertencido à viúva de D. Afonso IV, D. Brites. No final da primeira dinastia, D. Pedro criou o título de Condado de Ourém, sendo seu primeiro beneficiário João Fernandes Andeiro, valido do rei. A seguir à revolução de 1383-85, a vila passou para a posse do condestável D. Nuno Álvares Pereira e, pouco depois, para os seus herdeiros, em particular o neto, D. Afonso, resultado da união de sua filha com o poderoso Infante D. Afonso, 1º Duque de Bragança e também Conde de Barcelos.
A configuração geral do urbanismo de Ourém data da Baixa Idade Média, embora as mais emblemáticas realizações arquitectónicas sejam já fruto do século XV, período em que a vila atingiu o apogeu. O castelo, ainda que tenha sido edificado por volta dos séculos XII-XIII, recebeu grandes melhoramentos por patrocínio de D. Afonso, que realizou um monumental paço de influência italiana, onde abundam as referências mudéjares e norte-africanas. A Colegiada foi outro monumento onde o Conde interveio de forma activa, fazendo-se mesmo sepultar no seu interior, em cripta propositadamente construída para o efeito. A semelhança desta cripta com a Sinagoga de Tomar foi já apontada por vários autores, mas o principal elemento a extrair é a manifestação daquele gosto erudito e levemente orientalizante que caracteriza o paço. O túmulo de pedra de ançã é uma das melhores obras tardo-góticas do género, ainda imbuída de forte personalidade medieval, com jacente e arca tumular decorada nas quatro faces. Ainda desta fase é a fonte gótica, datada de 1434, obra singular no género e que evidencia uma das preocupações dos titulares da vila pelo abastecimento de água às populações, num espírito que o Humanismo quinhentista tanto valorizaria.
PAF