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Pelourinho de Esgueira - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Esgueira

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Esgueira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Aveiro / Esgueira

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Egueira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Símbolo da autonomia e autoridade municipal, o pelourinho foi, desde o século XV, a face visível deste mesmo estatuto. Esgueira recebeu, logo em 1110, um foral conferido pelo conde D. Henrique. Passou, nos reinados de D. Sancho I e D. Sancho II, para o domínio do Mosteiro do Lorvão, mas D. Manuel concedeu-lhe novo foral em 1515.
Já com D. João III, tornou-se cabeça de comarca; regime que manteve até 1759, data em que Aveiro ascendeu à categoria de cidade. Este breve quadro histórico de Esgueira permite perceber, em linhas muito gerais que, até ao século XVIII, esta foi uma importante localidade, beneficiando da proximidade marítima, que constituiu um dos mais significativos factores de desenvolvimento. Contudo, a perda progressiva desta situação e a ascensão política de Aveiro, acabariam por ditar a sua decadência.
O seu pelourinho, datável do início do século XVIII, deveria substituir um outro, mais antigo. Para além do foral manuelino que se conserva, o pelourinho constituía um dos símbolos de autoridade municipal, e a sua reedificação, ou recente construção, implica um reforço desta ideia de autonomia.
Situado junto à antiga Câmara, o pelourinho de Esgueira constitui um importante exemplar dos modelos de coluna espiralada, da época barroca (GONÇALVES, 1959). Sobre um pedestal, ergue-se o fuste, torso, sem qualquer decoração. É encimado por um capitel coríntio, de uma única ordem de acantos, sobre o qual se ergue o entablamento e um corpo paralelipipédico. É neste último que se encontram esculpidos os símbolos do país e de Esgueira - brasão nacional, barco de três mastros, três setas cruzadas, esfera armilar dominada de cruz de Cristo. Merece especial referência o barco de três mastros, por representar a dominante actividade marítima da região. Por fim, refira-se ainda a presença dos ferros galheiros, que terminam em flor e as argolas, entre eles.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira