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Sacristia (antiga Sala do Despacho) da Igreja Paroquial do Senhor Jesus do Calvário, também denominada «Igreja do Calvário» - detalhe

Designação

Designação

Sacristia (antiga Sala do Despacho) da Igreja Paroquial do Senhor Jesus do Calvário, também denominada «Igreja do Calvário»

Outras Designações / Pesquisas

Sacristia da Igreja Paroquial do Senhor Jesus do Calvário / Igreja Paroquial do Senhor Jesus do Calvário(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Sacristia

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Montemor-o-Novo / Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo e Silveiras

Endereço / Local

Rossio de Montemor-o-Novo
Montemor-o-Novo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A ermida do Calvário encontra-se implantada no antigo Rossio, centro de poder onde se situam outras construções de grande relevância, como a antiga pousada real dos Vilalobos de Vasconcelos, a par de edifícios religiosos e residências seiscentistas e setecentistas.
As suas origens, nomeadamente, a fundação da confraria dos Passos e das Almas, remonta a 1592, iniciando-se a obra da igreja em 1593. No decorrer da centúria seguinte, o templo foi objecto de intervenções sucessivas, ditadas pela necessidade de aumentar o espaço: em 1633 incidiram na sacristia e em 1668 a nave. Este motivo esteve na origem da ideia de ampliar a igreja, ou construir uma outra de maiores dimensões, num processo que teve início em 1690. É, pois, neste contexto, que se deverá integrar a obra da sacrista, objecto da presente classificação. Os trabalhos iniciaram-se, ao que tudo indica, nos primeiros anos de Setecentos, mas em 1758 ainda se registam notícias de trabalhos a decorrer no templo. Na verdade, esta data encontra-se no lintel da porta, datando o término da fachada, cujo registo superior denuncia as formas dinâmicas de cariz barroco que imprimiram ao conjunto uma renovada actualização estética.
A nave, única, exibe um conjunto de elementos decorativos de época muito posterior, como o fresco do Calvário da autoria do pintor Domingos Rebelo e executado em 1956, ou os azulejos alusivos à Via Sacra, da Fábrica de Santana, em Lisboa. Já a capela-mor conserva os elementos barrocos, com caixotões, e retábulos joaninos.
A sacristia foi, originalmente, a Sala do Despacho da Confraria das Almas, facto que justifica o maior empenho que os irmãos dedicaram à sua concepção. Desenvolve-se em planta quadrada, coberta por cúpula abatida, totalmente revestida por azulejos azuis e brancos, de figura avulsa, organizados em painéis delimitados por barras. Ao centro, também em azulejo, mas polícromo, um painel com a representação do patrono da confraria, São Miguel Arcanjo a pesar as almas.
Os equipamentos que encontramos neste espaço pertencem à mesma campanha. O nicho com a imagem de Nossa Senhora da Vida exibe, em azulejo, a data de 1716, tal como o lavabo barroco, decorado por motivos vegetalistas.
Uma última referência para os alçados exteriores da sacrista, onde ganha especial importância o que é aberto por uma janela protegida por uma grade de ferro forjado.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos