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Igreja matriz de Fronteira - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz de Fronteira

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, matriz de Fronteira / Igreja Paroquial de Fronteira / Igreja de Nossa Senhora da Atalaia(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Fronteira / Fronteira

Endereço / Local

Avenida da República
Fonteira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 35 532, DG, I Série, n.º 55, de 15-03-1946 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em meados do século XVI a igreja da vila de Fronteira, dedicada a Santa Maria e situada no pátio do castelo, apresentava-se demasiado pequena para os serviços religiosos. No ano de 1571 D. Sebastião editou um alvará ordenando ao comendador da vila, D. Francisco de Portugal, que fossem subtraídos anualmente 220 mil réis da renda da comenda, destinando-se a verba a obras de ampliação da igreja. Como alternativa, o monarca propunha a construção de um novo templo, mais amplo.
O comendador de Fronteira optou pela segunda proposta apresentada pela Coroa, e em 1576 iniciaram-se as obras da nova igreja, dedicada a Nossa Senhora da Atalaia, sob a direcção do mestre António Góis. As obras estavam terminadas em 1594, quando era comendador da vila o seu filho, D. Lucas de Portugal. No século XVIII o interior da igreja foi bastante alterado com uma campanha decorativa barroca ao nível dos altares, que se estendeu também ao frontão da fachada.
O templo obedece ao modelo de hallenkirchen de raiz mais erudita que foi desenvolvido na década de 60 do século XVI com os projectos de igrejas executados por engenheiros militares.
Com planimetria longitudinal, dividido em três naves de cinco tramos cada que assentam sobre pilares, à semelhança do modelo da Sé de Angra, o espaço interior é coberto por três abóbadas autónomas, construídas posteriormente à edificação do templo, como aconteceu em São Vicente de Abrantes.
A fachada apresenta evidentes semelhanças com a Igreja da Graça de Setúbal, obra de António Rodrigues. Embora o esquema estrutural seja o mesmo, uma fachada dividida em três registos, com o corpo principal ladeado por dois torreões maciços, a matriz de Fronteira apresenta entre as duas torres não um terraço flanqueado assente sobre a galilé, como em Setúbal, mas uma interligação sobre esta que forma o espaço aberto para o interior do templo, constituindo o coro.
Do programa decorativo destaca-se ainda o retábulo-mor, de mármore branco e preto de Estremoz, com pinturas maneiristas, e as imagens de madeira policroma que decoram os altares principal e laterais, datadas dos séculos XVII e XVIII, representando Nossa Senhora da Atalaia, Santa Ana, São Miguel, Santo António e Nossa Senhora da Conceição.
Ao longo do século XX foram muitas as obras de reparação e reconstrução feitas na Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, destacando-se a campanha executada entre 1944 e 1948 pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, que consistiu em obras de consolidação da estrutura do templo, alterando significativamente a fisionomia exterior do mesmo.
Catarina Oliveira
IPPAR/2004

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)

Local

Lisboa

Data

1943

Autor(es)

KEIL, Luís

Título

A Arquitectura - Maneirismo e «estilo chão», História da Arte em Portugal - O Maneirismo

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CORREIA, José Eduardo Horta