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Ponte do Cabeço do Vouga - detalhe

Designação

Designação

Ponte do Cabeço do Vouga

Outras Designações / Pesquisas

Ponte Velha do Marnel / Ponte do Cabeço do Vouga / Ponte Velha do Marnel (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ponte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Águeda / Trofa, Segadães e Lamas do Vouga

Endereço / Local

EN 1, ao km 250,440
Cabeço do Vouga

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 40 684, DG, I Série, n.º 146, de 13-07-1956 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Fica situada a 100m da antiga Estrada Nacional n.º 1, permitindo a travessia do vale de Cabeço do Vouga. Encontra-se no traçado da extensa via romana que de Bracara Augusta se dirigia a Olisipo.
Esta ponte apresenta uma solução arquitectónica adaptada à amplitude e planura do largo vale. Possui três planos, os dois dos extremos em rampa, orientados sensivelmente no sentido Norte Sul, sugerindo a sua planta um "s" alongado. Este extenso traçado, com cerca de 120m, poderá resultar da procura dos pontos de fixação mais firmes, fundando-se no grés que constitui a rocha base.
O tabuleiro, limitado por guardas de alvenaria, possui 5m de largura sendo suportado por cinco arcos desiguais. Os dois primeiros, situados em ambas as extremidades, são mais pequenos e de volta perfeita, tendo cerca de 4,80m de amplitude. Os três centrais são rebaixados e têm cerca de 8,10m de corda. As aduelas dos arcos apresentam pedras com siglas de finais da Idade Média. Os respectivos quatro pegões tem os talhamares situados somente a montante.
No lado Norte da ponte encontra-se um nicho-oratório, anteriormente transladado, sendo a edícula, de calcário, trabalho renascentista datado do século XVI. A imagem que aí se encontrava era uma escultura de barro setecentista de nossa Senhora do Rosário. O gradeamento que a encerra tem um letreiro com a data de 8 de Julho de 1717.
A cronologia da implantação desta ponte levanta algumas questões, fazendo-se remontar a sua fundação ao período romano, pois seria neste o local onde a via romana, no troço que de Emínio (Coimbra) ia a Cale (Gaia/Porto), fazia travessia.
O antigo selo da Terra do Vouga, de 1310, apresenta como figura central uma ponte de cinco arcos, com pilares altos ao centro, devendo ser então o leito estreito e fundo. Em 1327 surge ainda referência à Ponte nova do Marnel.
Já no reinado de D. João III realizaram-se importantes obras nessa ponte (1552), altura em que ou foi reconstruída ou construída de raiz. No século XVIII encontrar-se-ia muito assoreada, e em tempo de cheias só se passaria de barco. Presume-se que o intenso assoreamento, calculado em cerca de 6m, terá retirado a imponência à ponte tal como era retratada no século XIV.
Terá assim, eventualmente, existido uma ponte romana que foi substituída por uma medieval durante o século XIV, da qual nas obras do século XVI terá sido reaproveitado, como as pedras sigladas dos arcos. (JAM)

Imagens

Bibliografia

Título

Pontes Antigas Classificadas

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

RIBEIRO, Aníbal Soares

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira

Título

A estrada Emínio-Talábriga-Cale: relações com a geografia e o povoamento Entre Douro e Mondego, Conimbriga, vol. 39, pp. 191-258

Local

Coimbra

Data

2000

Autor(es)

LOPES, Luís Seabra