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Igreja de Santa Maria de Alcáçova, e construção conventual anexa - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Maria de Alcáçova, e construção conventual anexa

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santa Maria de Alcáçova(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Santarém / União de Freguesias da cidade de Santarém

Endereço / Local

Largo de Santa Maria de Alcáçova, junto ao Jardim das Portas do Sol
Santarém

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)
Novo edital de 30-08-1982 da CM de Santarém
Edital de 25-05-1982 da CM de Santarém
Despacho de concordância de 22-04-1982 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 16-04-1982 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 17-02-1982 da AEDPHCS
Processo iniciado em 1975 na DGAC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja-colegiada de Santa Maria da Alcáçova foi fundada nos primeiros anos da segunda metade do século XII, após a conquista de Santarém aos Mouros, e a sua construção teve a iniciativa dos cavaleiros da Ordem do Templo, sob orientação de D. Frei Pedro Arnaldo, cavaleiro templário e comendador de Santarém. Ao longo dos séculos esta igreja, que sediou a primeira freguesia cristã após a tomada da vila, sofreu diversas campanhas de obras que acabaram por ocultar os planos arquitectónicos primitivos, pelo que, hoje, estamos perante uma obra, que no essencial, é fruto das intervenções dos séculos XVII-XVIII e cuja descaracterização mereceu a Almeida Garrett e a Alexandre Herculano palavras de acerbo desdém. Obras recentes de restauro permitiram detectar, sob a estrutura seiscentista, vestígios importantes dos primitivos arcos capitelizados medievais.
O templo é de invocação de Santa Maria, "culto em expansão em todo o mundo cristão contemporâneo. Na Península Ibérica, a reconquista cristã adoptou o culto da Virgem no seu santuário uncentista, como expressão simbólica dessa mesma expansão. "Santa Maria" significava uma santificação de um lugar "pagão", escondendo em muitos casos uma pré-existência cultural, ou ainda um centro político-religioso de origem muçulmana, como foi a Alcáçova pré-afonsina" (Jorge CUSTÓDIO, 1996).
Em termos planimétricos este espaço arquitectónico segue uma planta longitudinal, em cruz latina, com três naves separadas por uma dezena de colunas, nas quais descarregam arcos de volta inteira; e cabeceira com três capelas, sendo a capela central mais profunda com abóbada de caixotões e que corresponde à capela-mor. A tela do altar-mor é da autoria do pintor e escritor Cyrillo Volkmar Machado.
De destacar o singelo túmulo adossado à entrada do templo, que piedosa tradição diz abrigar os corpos de um cristão e de sua apaixonada moura.
R.F.F.

Imagens

Bibliografia

Título

«Santarém nas Memórias Paroquiais de 1758. Santa Maria de Alcáçova», Vida Ribatejana

Local

-

Data

1948

Autor(es)

BARATA, José Henriques

Título

Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém

Local

Lisboa

Data

1949

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Santarém, História da Arte em Portugal

Local

-

Data

1931

Autor(es)

SARMENTO, Zeferino

Título

Santarém

Local

-

Data

1929

Autor(es)

FEIO, A. Areosa

Título

As Cidades e as Vilas da Monarquia Portuguesa que têm brasão de armas

Local

Lisboa

Data

1860

Autor(es)

BARBOSA, Inácio de Vilhena

Título

Memórias Históricas da Insigne e Real Collegiada de Santa Maria de Alcácova da Villla de Santarém

Local

-

Data

1817

Autor(es)

SILVA, Luiz Duarte Vilela da