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Capela de São Bartolomeu - detalhe

Designação

Designação

Capela de São Bartolomeu

Outras Designações / Pesquisas

Capela de São Bartolomeu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Alvito / Alvito

Endereço / Local

Herdade de São Bartolomeu, EM 1002, a 500 m de Alvito
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Capela de São Bartolomeu está localizada na herdade do mesmo nome, poucos quilómetros a oeste da vila do Alvito, na encosta de um cabeço pouco elevado. Embora o local onde se ergue seja consideravelmente isolado, era já destino de culto muito séculos antes da construção da capelinha, de acordo com os vestígios arquitectónicos, romanos ou paleocristãos, integrados na cabeceira (e que, de resto, abundam em toda a região). Também a designação do antigo caminho de acesso à herdade é digna de interesse: a capela situa-se junto à estrada do Galaz, simplificação habitual de Galaaz, cavaleiro da lenda arturiana da Demanda do Graal.
Apesar da história do local, o templo que hoje aí podemos ver data certamente do início de Quinhentos, embora não existam informações sobre a data correcta ou o encomendador. A construção pode ser contemporânea dos últimos anos das obras do castelo da vila, obra do 2º barão do Alvito, D. Diogo Lobo da Silveira, homem de confiança do rei D. Manuel. Mas a mais antiga referência conhecida ao monumento datará de 1575.
Trata-se de uma pequena edificação de planta rectangular, composta pelo corpo da nave e pela capela-mor quadrada, com fachada principal rasgada por uma singela porta de verga recta. Não existe qualquer janela, óculo ou fresta de iluminação, nem mesmo na cabeceira, embora se encontrem vestígios de uma janelinha entaipada à esquerda do portal, e de pelo menos um orifício na parede Norte. Os alçados laterais possuem grossos contrafortes cilíndricos, de acordo com a feição de templo fortificado tipicamente alentejano, numa sóbria e modesta recriação do estilo manuelino-mudéjar que foi provavelmente inaugurado no Sul do país pela ermida de São Brás de Évora. No Alvito, este modelo, aqui timidamente reproduzido, é particularmente flagrante na Ermida de São Sebastião, a mais provável fonte de inspiração para a presente capela. Conforme já foi dito, merecem ainda destaque os indícios de uma antiga estrutura, talvez uma ábside circular, na cabeceira do templo.
No interior, da nave única, os únicos elementos arquitectónicos de relevo são as abóbadas de cruzaria de ogivas, sustentadas por mísulas e com chaves destacadas. A capela-mor é aberta por um arco triunfal redondo.
Toda a capelinha era decorada com pinturas murais quinhentistas, restando apenas aquelas que cobrem as abóbadas. Assim, encontra-se na nave a representação de contornos apocalípticos dos Quatro Evangelistas sob a forma do Tetramorfo, enquanto a capela-mor exibe anjos músicos. Praticamente perdidas estarão imagens de santos, para além do padroeiro, certamente em episódios da vida e martírio. SML