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Património Cultural

Casa da Quinta das Lapas, com a respectiva cerca, a praça frente à Capela, a alameda e a Capela de Santo António - detalhe

Designação

Designação

Casa da Quinta das Lapas, com a respectiva cerca, a praça frente à Capela, a alameda e a Capela de Santo António

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta das Lapas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Quinta das Lapas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Torres Vedras / Maxial e Monte Redondo

Endereço / Local

Quinta das Lapas
Monte Redondo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (alterou a classificação para Casa da Quinta das Lapas, com a respectiva cerca, a praça frente à Capela, a alameda e a Capela de Santo António) (ver Decreto)
Edital N.º 43/97 de 15-04-1997 da CM de Torres Vedras
Despacho de homologação e classificação de 9-10-1996 do Ministro da Cultura
Parecer de 11-02-1994 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a ampliação da classificação e a redenominação para Casa da Quinta das Lapas com a respectiva cerca, Praça frente à Capela, Alameda e Capela de Santo António
Proposta de 3-01-1991 do IPPC para alteração do âmbito da classificação
Em 2-06-1989 a DGEMN solicitou informação sobre o âmbito da classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (classificou a Casa da Quinta das Lapas) (ver Decreto)
Edital N.º 18 de 7-03-1975 da CM de Torres Vedras
Despacho de homologação de 24-01-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer de 24-01-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de de 9-01-1975 da DGAC para a classificação da Casa da Quinta das Lapas

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O conjunto da casa, capela e jardins da Quinta das Lapas beneficiam de uma implantação privilegiada, constituindo um dos exemplos mais significativos, entre nós, dos efeitos teatrais perseguidos pela arquitectura civil barroca, inspirada em modelos eruditos do Renascimento italiano (AZEVEDO, 1969, pp. 70 e 95). O longo tempo de edificação deste conjunto permitiu-lhe reflectir as modificações operadas ao nível da linguagem arquitectónica e decorativa dos séculos XVIII e XIX e que correspondem, de forma muito genérica, ao barroco e ao neoclássico.
A casa deverá ter sido iniciada em finais do século XVII, prolongando-se as obras pelas centúrias seguintes, pois o segundo andar do imóvel é, com certeza, uma intervenção posterior.
A fachada principal impõe-se num pátio definido pelos edifícios anexos, mais baixos e perpendiculares à casa principal, formando um U, que é fechado pelo muro onde se exibe, sobre o portão nobre, a pedra de armas dos Teles da Silva, proprietários do imóvel.
A frontaria do edifício habitacional é dividida por pilastras, e percorrida por uma cornija que separa os dois andares. O primeiro é aberto por janelas de sacada, destacando-se a central, com frontão contracurvado, e para a qual convergem os quatro lanços da ampla e cenográfica escadaria. No segundo piso, mais baixo, as janelas apresentam molduras rectas, de cantaria. Este modelo, a que se acrescentou o segundo piso, segue a norma do século XVIII, de tendência horizontalizante, com vãos abertos simetricamente, e desenvolvidos num único plano, antecedido pela escadaria de quatro lanços, que empresta ao conjunto algum dinamismo e profundidade.
No interior, as salas apresentam tectos de madeira, e os rodapés de azulejo são da segunda metade do século XVIII, como se percebe pelos padrões D. Maria que aí encontramos (SIMÕES, 1979, p. 328).
Se muitas das soluções observadas, como a escadaria ou o portal nobre, são de um período avançado do século XVIII, mas conservam um gosto barroco, a capela destaca-se pela sua linguagem neoclássica. A frontaria apresenta colunata dórica, que suporta um frontão triangular, e forma uma espécie de galilé. No interior, os azulejos representam as Litanias da Virgem, e o retábulo-mor remonta, também, ao final do século XVIII (1996, p. 413).
Nos jardins, desenvolvidos em patamares, o equipamento que permitia aos habitantes da quinta usufruírem e viverem o espaço exterior, é formado por tanques, bancos e outras edificações, que testemunham diferentes períodos construtivos. No muro que envolve o denominado tanque da sereia, observamos representações de caçadas ao elefante e aos leões, datáveis do final do século XVII (SIMÕES, 1979, p. 328). Já no muro interior, os painéis, com caçadas, e cenas do quotidiano campestre (com certeza inspiradas em gravuras), recordam os trabalhos de António Pereira, pintor de azulejos recentemente identificado como o pintor de óleo António Pereira Ravasco (IDEM; SERRÃO, 2001, pp. 125-148). Por fim, junto à casa de fresco, com abóbada de embrechados, o espaldar de um banco apresenta um painel com vistas e edifícios (SIMÕES, 1969, p. 328).
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem)

Local

Porto

Data

1900

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Torres Vedras : passado e presente

Local

Torres Vedras

Data

1996

Autor(es)

RODRIGUES, Cecília Travanca