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Cerro da Mangancha - detalhe

Designação

Designação

Cerro da Mangancha

Outras Designações / Pesquisas

Cerro da Mangancha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Povoado Fortificado

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Aljustrel / Aljustrel e Rio de Moinhos

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Declaração de rectificação n.º 558/2011, DR, 2.ª Série, n.º 54, de 17-03-2011 (rectifica o distrito) (ver Declaração)
Portaria n.º 401/2011, DR, 2.ª Série, n.º 43, de 2-03-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital de 19-01-2006 da CM de Aljustrel
Despacho de autorização de 17-06-1996 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 10-01-1992 do presidente do IPPC
Parecer de 16-12-1991 da 1.ª Secçã do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 5-02-2001 do vice-presidente do IPPC
Proposta de 1-02-19991 do Departamento de Arqueologia do IPPC para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 23-01-1991 da Unidade Arqueológica de Aljustrel

ZEP

Portaria n.º 401/2011, DR, 2.ª Série, n.º 43, de 2-03-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Proposta de 14-07-2010 da DRC do Alentejo para que se conclua o procedimento de classificação apenas com uma ZGP
Devolvida à DRC do Alentejo por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P., para cumprimento do art.º 43.º do Proposta de 22-12-2009 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em termos arqueológicos, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Aljustrel notabiliza-se essencialmente pelo denominado "Cerro da Mangancha", povoado fortificado erguido nos seus primórdios durante a Idade do Bronze final (Cf. COFFYN, A., 1983, pp. 190-191) no cimo de um outeiro, de onde se desfruta de um forte domínio visual sobre a paisagem circundante, vislumbrando-se as importantes minas de São João do Deserto. Motivos pelos quais o local foi reutilizado em períodos subsequentes, ao longo da Idade do Ferro e do período de ocupação romana, a justificar, no fundo, a sua situação estratégica, não deixando de ser sintomático que o sítio acabasse por ser abandonado no início do séc. I da nossa Era, justamente no momento em que a sua população se transferiu para o importante povoado mineiro de grandes dimensões conhecido por "Vipasca".
O sítio foi objecto de uma primeira sondagem apenas nos anos sessenta do século XX, da responsabilidade do Prof. Claude Domegue, de colaboração com o Eng.º Rui Freire de Andrade, ao último do qual se ficaram a dever, para além do reconhecimento deste arqueossítio, outras intervenções no terreno, de parceria com alguns dos nomes mais relevantes do exercício arqueológico em Portugal, sobretudo ao longo do terceiro quartel de novecentos, a exemplo do engenheiro técnico de minas e especialista dos Serviços Geológicos de Portugal, onde exerceria profícua actividade, Octávio Reinaldo da Veiga Ferreira (1917-1997).
As sondagens então realizadas (e repetidas em 1969) permitiram-lhes identificar um pequeno troço do muralhado que deveria ter envolvido, na origem, a área habitacional, como sucede noutros exemplares desta tipologia arqueológica, conquanto certos autores considerassem que nele "[...] não se identificam fortificações [...]." (SCHUBART, H., 1971, p. 193). Recolheram, ainda, diversos materiais (essencialmente cerâmicos), muitos dos quais datáveis, precisamente, do primeiro período de ocupação da estação, atribuído, como já vimos (vide supra), ao Bronze final, embora aparentemente destituídos de indícios que permitissem relacionar o povoado com a exploração mineira tão abundante no termo de Aljustrel (Cf. DOMERGUE, C., ANDRADE, R. F. de, 1971).
Não obstante, o povoado enquadrar-se-á num momento em que "[...] verificamos o aparecimento de povoados sedentários, muitos deles com boas condições naturais de defesa ou, mesmo, fortificados. Situam-se estes povoados sedentários basicamente no interior do Alentejo [...], alguns deles localizados não apenas nas proximidades de boas terras de cultivo, como de importantes jazidas de cobre." (JORGE, V. de O., 1990, p. 234).
A intervenção realizada, já no final da década de noventa, concentrou-se essencialmente na escavação dos elementos remanescentes de antigas estruturas, ao mesmo tempo que se recolheu uma quantidade significativa de fragmentos cerâmicos e se identificaram dois níveis de talude pertencentes ao antigo sistema defensivo.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Complexificação das sociedades e sua inserção numa vasta rede de intercâmbios, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Vítor de Oliveira

Título

La fin de l'Age du Bronze dans le Centre-Portugal, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1983

Autor(es)

COFFYN, André

Título

O Horizonte de Ferradeira, Revista de Guimarães

Local

Guimarães

Data

1971

Autor(es)

SCHUBART, Hermanfrid

Título

Fortalezas romanas do sul de Portugal, Zephyrus

Local

Salamanca

Data

1978

Autor(es)

MAIA, Manuel Maria da Fonseca Andrade

Título

Sondage 1967 et 1969 a Aljustrel (Portugal). Note preliminaire, Conimbriga

Local

Coimbra

Data

1971

Autor(es)

DOMERGUE, Claude, ANDRADE, Rui Freire de