Saltar para o conteúdo principal da página

Anta n.º 2 das Defesinhas - detalhe

Designação

Designação

Anta n.º 2 das Defesinhas

Outras Designações / Pesquisas

Anta n.º 2 das Defesinhas / Anta das Defesinhas II(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Anta - Circuitos Arqueológicos Antas de Elvas

Inventário Temático

Circuitos Arqueológicos "Antas de Elvas"

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Elvas / Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso

Endereço / Local

-- -
Defesinhas

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Conhecidos desde a segunda metade do século XIX, os monumentos megalíticos da região de Elvas suscitaram sempre o interesse de vários estudiosos. Mas, à medida que fixavam o olhar de especialistas, atraiam também a curiosidade de especuladores, os quais, na sua permanente busca de "antiguidades" vendáveis, calcorreavam de forma incessante o interior do país, adquirindo objectos que pudessem ser facilmente adquiridos por coleccionadores particulares, sobretudo estrangeiros. Não obstante a perda de algum espólio e a sua descontextualização, devemos ao eminente pré-historiador francês Émille Cartailhac (1845-1921) e ao fundador da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, J. Possidónio N. da Silva (1806-1896), as primeiras investigações realizadas no terreno neste âmbito, prosseguidas, já no século seguinte, por José Leite de Vasconcelos (1858-1941), Afonso do Paço (1895-1968), Eugène Jalhay (1891-1950), Savory, Octávio da Veiga Ferreira (1917-?) e Abel Viana (?-1964). A sua obra precursora seria coroada com a classificação de grande parte destes exemplares megalíticos como "Monumento Nacional", em finais dos anos trinta, numa altura em que se procediam a várias pesquisas nos arredores de Barbacena, conduzindo-se o espólio exumado para diversas instituições, como nos casos dos museus da Câmara Municipal de Elvas, da Casa de Bragança e Geológico de Lisboa, que, já na década de cinquenta, Georg e Vera Leisner identificaram, desenharam e fotografaram parcialmente.

Presentemente em "Vias de Classificação", a "Anta n.º 2 das Defesinhas" foi erguida durante o Neo-calcolítico (entre o 4.º e 2.º milénio a. C.), de forma relativamente isolada no cimo de um cabeço, que, por sua vez, se encontra rodeado de um vasto olival. A câmara sepulcral de planta poligonal deste monumento megalítico apresenta seis dos esteios que a comporiam originalmente, bem como outros dois pertencentes ao respectivo corredor, não tendo sido registados até ao momento quaisquer vestígios que indiciem a existência de "chapéu" e de mamoa, ou tumulus. E não obstante as notórias assimetrias arquitectónicas observadas entre este exemplar e a "Anta n.º 1 das Defesinhas", a sua óbvia proximidade geográfica poderá sugerir a presença de uma relação cultural mantida de modo mais estreito entre as comunidades que as ergueram e fruíram.
Actualmente, a anta integra o "Circuito do Guadiana" do roteiro da Arqueologia Portuguesa "Antas de Elvas", concebido pelo IPPAR, com vista a uma maior divulgação deste vasto e específico património construído.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Antas de Elvas

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

DIAS, Ana Carvalho, ALBERGARIA, João Carlos