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Forno Romano da Quinta do Muro - detalhe

Designação

Designação

Forno Romano da Quinta do Muro

Outras Designações / Pesquisas

Forno Romano de Cacela Velha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Forno

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Vila Real de Santo António / Vila Nova de Cacela

Endereço / Local

- -
Vila Nova de Cacela

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Só se pode compreender a importância desta estrutura arqueológica se inserida no contexto histórico-arqueológico de Cacela a Velha.
Neste local são conhecidos vestígios arqueológicos que remontam ao Paleolítico Médio e cuja ocupação humana se prolonga ininterruptamente até ao século XVIII.
Este forno encontra-se implantado em falésia constituída por restos de terraços marinhos e estuarinos do miocénico e é uma estrutura quadrangular (2,85m x 2,83m) composta por fornalha e tabuleiro de cozimento. A fornalha inclui três belíssimas arcaturas em bom estado de conservação que sustêm o tabuleiro de cozimento. Os respiradouros encontram-se dispostos em filas ordenadas e paralelas entre si. A sua boca encontra-se orientada a Norte.
Terá funcionado essencialmente durante o século III d.C. e servia para cozer materiais de construção e alguma cerâmica comum de acordo com os materiais exumados.
Esta estrutura fará parte de uma villa que se prolongava a partir de Cacela, onde se encontraram vestígios de cetárias, mosaicos, fustes de colunas, cerâmica de construção e fragmentos escultóricos.
Esta unidade agrícola teria a sua actividade complementada noutras, como a exploração dos recursos marinhos e na transformação dos preparados de peixe.
O forno seria mais uma das peças desse conjunto e é, actualmente, a única estrutura do género conhecida, ainda preservada no sotavento algarvio.
O proprietário do terreno, por razões que se apontaram serem de conservação, providenciou em meados de 1996 o reenterramento desta estrutura.
Refira-se que nas proximidades existe a barragem romana de Santa Rita, que serviria para alimentar as necessidades de água desta exploração agrícola. (JAM)

Bibliografia

Título

Aproveitamentos Hidráulicos romanos a Sul do Tejo - contribuição para uma inventariação e caracterização

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CARDOSO, João, MASCARENHAS, José Manuel, QUINTELA, António de Carvalho

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Noventa Séculos entre a Serra e o Mar

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

BARATA, Maria Filomena

Título

A indústria romana de transformação e conserva de peixe, em Olisipo. Núcleo arqueológico da Rua dos Correeiros

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

BUGALHÃO, Jacinta