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Castelo de Moura, incluindo as ruínas do convento das freiras dominicanas e igreja anexa - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Moura, incluindo as ruínas do convento das freiras dominicanas e igreja anexa

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Moura, Convento de Nossa Senhora da Assunção e Igreja de Santa Maria / Castelo de Moura / Castelo e Cerca Urbana de Moura (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Moura / Moura (Santo Agostinho e São João Baptista) e Santo Amador

Endereço / Local

-- perímetro do Castelo
Moura

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Castelo de Moura foi erguido no cimo de uma colina cuja ocupação remontará à Idade do Ferro, elevando-se hoje em pleno centro da cidade. Das primeiras fortificações da povoação, alegadamente romanas, não existem indícios. Está no entanto traçada a presença árabe no local, onde se situava uma capital de província de nome Al-Manijah, dominada por uma grande fortificação, palco de diversos combates entre cristãos e muçulmanos em pleno movimento da Reconquista peninsular. Da construção original restam ainda alguns vestígios, que incluem a Torre de Taipa ou da Salúquia, uma das atalaias do baluarte muçulmano.
O domínio cristão de toda a região efectivou-se a partir de 1232, e a partir de 1295, mais provavelmente no início do século XIV, o castelo, então definitivamente conquistado, foi remodelado por ordem de D. Dinis, em obras que terão provavelmente corrido a par de intervenções semelhantes em Serpa, e da construção de uma linha defensiva articulada com a própria fortificação de Moura, da qual faziam parte diversas torres de vigia. A única torre que resta, deste conjunto, é a da Atalaia Magra, erguida sobre uma colina visível a partir de Moura. Do castelo quatrocentista, de planta ovalada tipicamente medieval, existe ainda a alta Torre de Menagem, com uma sala octogonal coberta por abóbada de cruzaria de ogivas no piso nobre.
Novas reformas foram realizadas na segunda metade do século por ordem de D. Fernando, quando o crescimento da vila exigiu a ampliação dos limites da cerca e se construiu uma segunda linha muralhada. Seguiu-se a intervenção de Francisco de Arruda, já no reinado de D. Manuel, no início do século XVI (1510), quando a vila recebeu o foral novo. O castelo renovado foi então retratado por Duarte d' Armas no seu Livro das Fortalezas, onde se destingue a poderosa silhueta da Torre de Menagem, dominando o terreiro rodeado pela muralha torreada na qual se rasga um portal quinhentista, ligeiramente apontado, enquadrado por alfiz simples e por heráldica.
Já no século XVII, no decurso da Guerra da Restauração, e por iniciativa de D. João IV, os limites da fortificação foram reforçados ao modo de baluarte, num fenómeno que percorreu tantas outras praças na época, marcando uma diferença fundamental entre os castelos medievais e as fortificações da época moderna, mais eficiente do ponto de vista militar. Construiu-se então um muro exterior em estrela, com paredes rampantes (em alambor) e fosso, hoje quse totalmente coberto. Ainda na sequência deste confronto, o castelo, incluindo as muralhas de finais do século XVII e parte da Torre de Taipa, foi destruído durante a ocupação espanhola de 1707, quando o Duque de Ossuna invadiu a vila. O terremoto de 1755 e a desmilitarização do baluarte, a partir de 1805, aceleraram a ruína do monumento, de cuja cerca seiscentista restam apenas alguns elementos, tal como parte da torre barbacã, e pequenos troços, com destaque para aquele sobre o qual segue a Rua da Muralha Nova, no limite da Mouraria. Existe ainda a Porta da Alcáçova e a entrada principal, quinhentista.
No recinto do castelo permanecem as ruínas do Convento de Freiras Dominicanas de Nossa Senhora da Assunção e igreja anexa, erguidos a partir de 1562 no local da primitiva Igreja Matriz, entretanto substituída pela igreja manuelina de São João Baptista. O convento, abandonado deste 1875, situa-se junto à entrada da Alcáçova, para onde deita a fachada da igreja. Esta é de planta rectangular e nave única, e nela destaca-se o túmulo, em estilo manuelino, de Pedro e Álvaro Rodrigues, supostos conquistadores de Moura aos muçulmanos em 1166, e protagonistas da famosa lenda de fundação da vila. SML

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

As muralhas medievais de Moura

Local

-

Data

-

Autor(es)

MACIAS, Santiago

Título

Moura na Baixa Idade Média: elementos para um estudo historico e arqueologico

Local

-

Data

-

Autor(es)

MACIAS, Santiago

Título

Monografia arqueológica do concelho de Moura

Local

-

Data

-

Autor(es)

LIMA, José Fragoso de

Título

Contributo para a conservação do património urbano de Moura - análise morfo-tipológica e da imagem urbana no espaço intra-muros do castelo e no Bairro da Mouraria

Local

Évora

Data

1999

Autor(es)

MIRA, Paula Cristina Rodrigues Conceição Conduto Costa

Título

História da notável vila de Moura

Local

Moura

Data

1991

Autor(es)

CABRAL, Luiz de Almeida

Título

Anais de Moura

Local

Moura

Data

1991

Autor(es)

MATTA, José Avelino da Silva

Título

Nicolau de Langres e a sua obra em Portugal

Local

Lisboa

Data

1941

Autor(es)

MATTOS, Gastão de Mello

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro