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Forte de Milfontes - detalhe

Designação

Designação

Forte de Milfontes

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Milfontes
Forte de São Clemente / Forte de Milfontes / Castelo de Milfontes / Forte de São Clemente (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Odemira / Vila Nova de Milfontes

Endereço / Local

-- -
Vila Nova de Milfontes

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Embora o território concelhio de Odemira tenha sido reconquistado pelas tropas cristãs em 1166, sendo doado posteriormente à Ordem de Santiago, a zona litoral que hoje constituí a povoação de Milfontes manteve-se desertificada durante as centúrias seguintes. Somente no ano de 1486 D. João II "(...) mandou passar carta de fundação de uma nova vila, no sítio chamado Milfontes, junto à foz do rio Mira." (QUARESMA,A.M., 1988).
Esta fundação derivava de uma política real de organização do território, originando uma nova povoação que com o respectivo porto formaria uma base de apoio ao comércio marítimo que então se realizava na região do rio Mira (idem, ibidem).
No entanto, mesmo depois destas primeiras medidas reais, o novo porto continuava despovoado, e como tal pouco tempo depois o monarca ordenou que Milfontes servisse de couto para homiziados, em casos de delitos menores. Esta medida seria pouco eficaz, uma vez que o crescimento da população da nova vila alentejana ao longo das centúrias seguintes foi bastante lento.
Embora Milfontes fosse, nas últimas décadas do século XVI, uma pequena povoação com pouco mais de uma centena de moradores (Idem, ibidem), a pirataria e o corso, vindos sobretudo do Norte de África, assolavam com grande frequência a costa alentejana, e o porto da foz do Mira não constituía uma excepção.
Em 1582 Milfontes sofreu um grande ataque corsário que arrasou todo o perímetro urbano, pelo que a Coroa verificou a necessidade de edificar uma fortaleza para defender o estuário do Mira. Assim, em 1598 o engenheiro régio Alexandre Massay foi designado para executar os estudos necessários à construção do novo baluarte, designado Forte de São Clemente. A fábrica de obras iniciou-se no ano de 1599, sob a direcção de Massay, estando a estrutura terminada em 1602 (Idem, ibidem).
Originalmente, a fortaleza apresentava uma planta poligonal, com dois baluartes triangulares a que correspondiam, no espaço da praça de armas, duas plataformas desniveladas, onde foram edificadas a casa do governador, no piso superior, e as casernas, a capela e os armazéns, no inferior.
No início do século XX, o Forte de São Clemente deixou de servir para funções militares, pelo que foi vendido em hasta pública em 1903. Embora se tenha tornado propriedade privada, durante os 40 anos seguintes o forte foi conhecendo uma progressiva degradação.
Em 1939 foi comprado por Luís Manuel de Castro e Almeida, que mandou então restaurar a fortaleza, alterando parte da sua estrutura original e transformando-a na sua residência particular, aproveitando parte do espaço para utilização turística, função que a fortaleza mantém até hoje.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Aspectos do reino do Algarve nos séculos XVI e XVII: a descrição de Alexandre Massaii (1621)

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

GUEDES, Lívio da Costa

Título

Apontamentos históricos sobre Vila Nova de Milfontes

Local

Odemira

Data

1988

Autor(es)

QUARESMA, António Martins